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Alta nas bolsas pode indicar recuperação, mas ainda é necessário prudência

Publicado terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 12:18 h | Atualizado em 14/10/2008, 12:18 | Autor: Agência Brasil
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Brasília - O
otimismo demonstrado pelo mercado financeiro na segunda-feira (13), com alta nas bolsas de valores do mundo inteiro pode ser o primeiro sinal de que a crise financeira, que começou nos Estados Unidos e chegou ao Brasil nos últimos dias, pode estar passando. No entanto, na opinião do economista Salomão Quadros, professor da Fundação Getulio Vargas, a ordem ainda é ter prudência.

“Existem bancos que têm dinheiro, mas não querem emprestar agora. Estão achando que é arriscado fazer empréstimo. Não sabem ainda para que lado vai o dólar, não sabem como vai ficar a taxa de juros . Então vão ficar parados esperando a poeira baixar. Não é momento de tomar grandes decisões . É o momento de aguardar e depois ver o que realmente é necessário repensar”, disse Salomão Quadros

Ontem, o dia foi de euforia nas bolsas em todo o mundo. Hoje (14), a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) mantém o clima de otimismo nas primeiras horas de operação. Os economistas atribuem o entusiasmo às medidas tomadas pelos governos europeus no fim de semana e à decisão hoje do governo norte-americano de usar US$ 250 bilhões para capitalizar os grandes bancos do país.

Para o economista, a espera deve valer para quem está pensando em tomar financiamento ou decidindo que aplicação fazer. “A tendência de uma crise muito forte como essa é que ela seja profunda, mas que comece a se resolver de forma mais rápida. Na segunda-feira, as bolsas subiram no mundo todo. Isso é sinal de que os governos, em geral, se mobilizaram para mudar aquela situação caótica da semana passada e estão dispostos a gastar dinheiro. Esse é o primeiro sinal de que a turbulência pode estar ficando um pouco para trás. Mas também não quer dizer que vai ficar tudo resolvido assim, da noite para o dia”, explicou.

A prudência nesse caso vale principalmente para quem estava com planos de entrar em um financiamento. “Alguns bancos retraíram um pouco e isso pode trazer alguma dificuldade para quem estava querendo comprar carro financiado, por exemplo. Até um mês atrás, havia financiamentos com juros mais baixos, com um maior número de prestações. Isso deu uma recuada. Não é que não vá poder fazer, mas é interessante esperar um pouco para ver até onde essa crise vai modificar o mercado de crédito. Tudo ainda está meio indefinido porque estamos no meio de uma turbulência ainda não sabemos como vai ficar”, aconselhou.

O mesmo princípio se aplica para quem estava pensando em comprar imóvel financiado. “No setor habitacional, as vendas são quase todas feitas a crédito e, neste momento de turbulência financeira, os financiamentos ficaram mais seletivos, mais difíceis, mais caros. Quem ainda não contratou financiamento, se for hoje procurar, vai encontrar dificuldade grande, diferente até do que pesquisou um mês atrás".

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