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Estímulo ao crescimento será mantido, diz Mantega

Publicado sexta-feira, 01 de agosto de 2008 às 20:53 h | Atualizado em 01/08/2008, 20:53 | Autor: Agência Brasil
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São Paulo - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai manter as linhas de crédito com taxas de juros mais moderadas voltadas à indústria de infra-estrutura e à indústria de base. A garantia foi dada nesta sexta-feira, 1º, pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, a executivos da Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib). Ele também sugeriu aos empresários que captem recursos no mercado de capitais.

Em entrevista à imprensa logo após o encontro, na sede da Abdib, em São Paulo , Mantega procurou afastar o temor de um eventual desaquecimento interno por causa do ajuste da política monetária e fiscal adotado para conter a inflação. “A economia está caminhando para um patamar adequado”.

Ao se referir aos investimentos em infra-estrutura, o ministro informou que não estão previstas mudanças no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e que deverá ser cumprida a meta do setor de investir nos próximos dois anos, algo superior a R$ 100 bilhões.

Ele destacou que o crescimento da economia brasileira será “menos robusto” do que o do ano passado. “Não dá para ter 5,5% ou 6%, mas dá para alcançarmos entre 4,5% e 5%”, projetou ele, acrescentando que” o país continua na rota do crescimento sustentado”.

Na avaliação de Mantega, é um crescimento vigoroso. Fazendo uma analogia com o resto do mundo, ele afirmou que o Brasil tem vantagens competitivas em relação a vários países que convivem “com inflação alta e crescimento baixo”. No Brasil, assinalou, a inflação está moderada.

Mantega disse que “o pior já passou no campo da inflação” e comemorou o fato de, nos últimos dias, terem sido anunciados índices inflacionários em desaceleração, como, por exemplo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe)-; o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e o Índice de Preços ao Consumidor- Semanal (IPC-S), da Fundação Getulio Vargas (FGV. Este último foi divulgado hoje e aponta que a taxa fechou o mês de julho em 0,53%, 0,14 ponto percentual abaixo da terceira prévia do mês.

Ele observou que há uma reversão no quadro internacional e ainda que não seja um cenário definitivo, considera ser “um bom início”. O ministro citou a acomodação de preços no mercado de commodities (produtos negociados em Bolsas de Valores), incluindo dos preços do barril do petróleo, assim como os ajustes internos, entre os quais o da redução da taxa básica de juros, a Selic. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada, na semana passada, ela foi elevada de 12,25% para 13% ao ano ano. Na ata da reunião, divulgada na quinta-feira, 31, pelo Banco Central, a instituição sinalizou para a continuidade dessa política de ajuste.

Questionado se não estaria havendo falta de sintonia entre o comportamento do Banco Central e a real necessidade de se continuar elevado as taxas de juros, Mantega evitou comentar o assunto, dizendo que a política monetária da instituição só compete a ela falar a respeito.

Mantega lembrou que desde o final do ano passado vinha alertando que o crédito estava crescendo a mais de 30% e que isso deveria ser reduzido com as medidas implantadas como o aumento do Imposto Sobre as Operações Financeiras (IOF) e do depósito compulsório sobre as operações de financiamento por meio de Leasings.

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