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Fabricantes de automóveis defendem seus esforços na redução de combustíveis

Publicado domingo, 13 de janeiro de 2008 às 20:59 h | Atualizado em 13/01/2008, 20:59 | Autor: EFE
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Detroit - As fabricantes americanas de automóveis aproveitaram neste domingo, 13, o início do Salão de Detroit para tentar esquecer a crise do setor nos Estados Unidos e para defender seus esforços em reduzir o consumo de gasolina.

O setor automobilístico americano passa pela mais grave crise de sua história. Os chamados "Três Grandes de Detroit" acumularam, entre 2005 e 2006, cerca de US$ 30 bilhões em prejuízos, e só em 2007 sua fração de mercado nos EUA caiu 7%.

O ano de 2008 não parece mais animador. Analistas consideram que as vendas nos EUA ficarão abaixo das 16 milhões de unidades diante da crise econômica que é cada vez mais evidente em todo o país.

No Salão Internacional do Automóvel da América do Norte (Naias), porém, há poucos sinais de que o setor está em crise. O evento é um espetáculo no qual os fabricantes não economizaram em eletricidade, entretenimento, comidas gratuitas, fogos de artifício e, inclusive, touros.

Seguindo a tendência das últimas edições, a General Motors (GM), a Ford e a Chrysler apareceram no salão mais "verdes" do que nunca.

O grande anúncio da GM na abertura do primeiro dia do Salão não foi um novo veículo, mas um surpreendente acordo com a desconhecida empresa Coskata para fabricar etanol a partir de praticamente qualquer produto e a um custo muito mais barato do que atualmente.

O presidente da GM, Rick Wagoner, disse que frente à crescente demanda de energia que o mundo experimentará nos próximos anos, a resposta é perfeitamente clara. "Temos que desenvolver formas de propulsão alternativas para poder responder", afirmou.

A chave é a tecnologia desenvolvida pela Coskata que, graças à utilização de microorganismos e biorreatores, pode produzir etanol com materiais como ervas, sacolas de plástico e, inclusive, pneus velhos, a um custo de menos de US$ 1 por galão (3,7 litros).

Isto representa uma redução de 400% em relação ao custo atual.

A Ford e a Chrysler não ficaram atrás nos anúncios ecologicamente corretos, embora a segunda e terceira maiores fabricantes americanas tenham acertado hoje as bases para uma acirrada disputa no terreno das pickups.

A Ford apresentou a EcoBoost, uma tecnologia que pode ser aplicada a qualquer motor e permite reduzir o consumo de combustível em 20% e as emissões de dióxido de carbono em 15% .

O segredo da EcoBoost é a utilização de uma sobrealimentação e a injeção direta. A Ford quer que, a partir de 2009, saiam de suas fábricas, a cada ano, meio milhão de veículos com esta tecnologia.

Enquanto isso, a Chrysler também anunciou que, nos próximos anos, ampliará sua gama de veículos híbridos e expressou seu compromisso com as tecnologias mais ecológicas.

As duas fabricantes, porém, reservaram seus maiores esforços para a apresentação do Ford F-150 e o Dodge Ram 1500, duas pickups que disputarão este ano uma categoria-base para os resultados de Detroit.

A Ford lançou mão de populares cantores de música country, vaqueiros e motoristas da fórmula Nascar para apresentar o F-150, um veículo que foi sucesso de vendas durante cerca de três décadas.

A Chrysler, pelas mãos do novo diretor de equipe, nomeado pela empresa de investimentos Cerberus, optou por levar a imprensa especializada às ruas de Detroit - com temperaturas de cerca de 0 graus Celsius - para apresentar o Dodge Ram 1500 em meio a touros e a uma equipe de peões.

O espetáculo, porém, acabou sendo mais realista do que o esperado, pois alguns touros estavam mais preocupados em acasalar com os outros animais do em permitir a apresentação ininterrupta do novo veículo Dodge.  

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