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Fed de NY pede transparência no sistema financeiro

Publicado sexta-feira, 23 de setembro de 2011 às 16:45 h | Atualizado em 23/09/2011, 16:45 | Autor: Agência Estado
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Reguladores têm progredido nas reformas financeiras desde a crise de crédito global, em 2008, e os bancos estão bem mais capitalizados, porém muito mais trabalho é necessário para ajudar a prevenir um outro colapso daquela magnitude, disse hoje o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Nova York, William Dudley, durante o 2011 Bretton Woods Committee Internacional Council Meeting, em Washington.

Parte dos esforços para a estabilidade dos mercados é aumentar o grau de transparência no sistema financeiro. É preciso que haja mais qualidade na informação que passa por reguladores, instituições bancárias e participantes do mercado, afirmou ele. O presidente do Fed de Nova York também disse que o acúmulo de dívida nos anos que antecederam a crise econômica mundial está contribuindo para a "recuperação anêmica incomum" que atinge os Estados Unidos.

Dudley se absteve de comentar a decisão anunciada na quarta-feira pelo Fed, que afirmou que aumentará a fatia de Treasuries de longo prazo de sua carteira em US$ 400 bilhões até junho de 2012, em um esforço para tornar o crédito mais barato e impulsionar os gastos e os investimentos.

Em vez disso, os comentários dele foram centrados no progresso obtido pelas reformas financeiras, que têm por objetivo promover a estabilidade do mercado e ajudar a prevenir crises futuras. "Embora nós tenhamos progredido na forma como supervisionamos e regulamos o sistema financeiro, nosso trabalho no sentido de alcançar um sistema mais estável e dinâmico, pronto para prover os serviços essenciais para poupadores e tomadores de empréstimos, está longe de estar completo."

Dudley também disse acreditar que houve progresso na questão de deixar os bancos mais capitalizados, para que eles possam suportar crises, ao contrário do que ocorreu em 2008. Isso inclui negociações em andamento para a implementação dos acordos da Basileia 3, que exigem que os bancos mantenham um certo nível de capital e deixem de pagar dividendos quando as condições econômicas se deterioram. As informações são da Dow Jones.

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