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Júri do caso Enron não chega a um veredicto no 1o dia

Publicado quarta-feira, 17 de maio de 2006 às 20:22 h | Atualizado em 17/05/2006, 20:22 | Autor: JORNAL A TARDE
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Os jurados que participam do julgamento dos antigos executivos da Enron Ken Lay e Jeffrey Skilling chegaram ao final desta quarta-feira sem conseguir um veredicto sobre as acusações contra os homens que esconderam o rombo nas finanças da empresa, levando-a à ruína.



Os oito homens e quatro mulheres deixaram o tribunal, no centro de Houston, às 16h (horário local), cinco horas depois de o juiz Sim Lake ter lhes dito para decidirem sobre o caso, após o argumento final do procurador-chefe.



O júri não enviou nenhuma palavra ao juiz que indicasse progresso sobre as acusações que poderiam mandar Skilling e Lay, que já foram poderosos em Wall Street e queridinhos da imprensa financeira, para a prisão por décadas.



Os jurados deverão terminar suas deliberações na quinta-feira de manhã, quando devem considerar mais de três meses de testemunhos sobre as complexas transações financeiras de mais de 50 pessoas, e dar o seu veredicto em relação a 34 acusações criminais contra os dois homens.



O juiz passou o encargo para a decisão nas mãos do júri pouco antes das 11h (horário local), no tribunal que fica a alguns quarteirões das ex-torres da Enron, depois que o advogado Sean Berkowitz solicitou um limite de tempo para condenar Skilling e Lay.



Skilling, 52 anos, enfrenta 28 acusações de conspiração, fraude e troca de informações internas e Lay, 64 anos, é alvo de seis acusações de fraude e conspiração relacionadas à quebra da companhia que eles transformaram na sétima maior dos Estados Unidos.



Os promotores defenderam que Lay e Skilling dirigiram uma conspiração que escondeu bilhões de dólares em dívidas em balanços de pagamentos suspeitos, para maquiar prejuízos de unidades com fracas performances e impressionar Wall Street.



Os dois executivos, testemunhando em defesa própria, disseram que a Enron tinha sido vítima de reportagens tendenciosas da mídia e de conspiração de investidores que queriam derrubar as ações da empresa.

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