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Maçãs do Vale do São Francisco chegam ao mercado em 2016

Publicado segunda-feira, 21 de julho de 2014 às 08:00 h | Atualizado em 21/07/2014, 08:11 | Autor: Marjorie Moura
Maçã
Maçã -
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Uma pesquisa iniciada há seis anos no polo Petrolina - Juazeiro, região do Vale do São Francisco, em pleno semi árido, começa, literalmente, a dar frutos: são maçãs, peras e caquis que enchem os galhos das árvores e que começam a abastecer as mesas nordestinas a partir de 2016.

O engenheiro agrônomo e pesquisador Paulo Roberto Coelho Lopes, coordenador do projeto de implantação destas novas frutíferas no semiárido irrigado, está levando o trabalho para a Chapada Diamantina e, a depender da liberação de recursos, para a área do Salitre, em Juazeiro.

O trabalho é resultado da parceria entre a Embrapa Semiárido e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) para desenvolver, no Submédio São Francisco.

Desafio

Paulo Roberto explica que o projeto iniciado em 2008 ainda está em fase de pesquisa, mas que o maior desafio foi adaptar frutas que exigem até 350 horas de frio de 7,2° C ao calor do semi árido. No caso da maçã, as variedades eva, princesa e julieta apresentaram os melhores resultados.

A produção média fica entre 15 a 20 toneladas por hectare. Mas, macieiras após dois anos de plantadas alcançaram a média de produção de 40 toneladas por hectare, no lote do agricultor Andrea Pavesi, em Senador Nilo Coelho, em Petrolina.

"A condição climática na verdade mostrou-se muito favorável porque além da produtividade, uma quantidade muito pequena de pragas se desenvolve nas árvores", diz o pesquisador.

Manejo

Paulo Roberto diz ainda que o desempenho é muito superior ao da média desse cultivo no sul do país, onde o clima mais frio e chuvoso favorece a fruta: na região a produção varia em média entre 12 a 15 toneladas por hectare/ano.

Entretanto, o caminho para obter esse sucesso passou por muito estudos e testes feitos pela equipe de 15 pesquisadores comandados por Paulo Roberto. Era preciso responder a perguntas como qual a adubação adequadas, qual o melhor sistema de produção e como seria feito o manejo de água.

O trabalho é desenvolvido numa área de dois mil hectares, com solo arenoso e com sistema de irrigação do tipo gotejamento, explica Paulo Roberto. A maçã foi a fruta que apresentou os melhores resultados. O manejo para produção de pera é similar, mas a pereira demora mais tempo para entrar em processo de produção.

"O caqui tem um plantio totalmente diferente, mas enquanto no sul e sudeste as árvores demoram entre seis a oito anos para produzir, no nordeste esse prazo é de quatro anos", salienta o pesquisador.

Características

Segundo os testes, a melhor época para a colheita da maçã ocorre entre os meses de agosto e setembro. Por este motivo, nessa terceira safra da experiência, será feita a antecipação da colheita diferente das primeiras safras, colhidas em novembro e dezembro.

O produtor Milton Bin planta em área irrigada do Nilo Coelho (PE) e pretende levar a experiência para uma área do Salitre, em Juazeiro (BA), perímetro também implantado e administrado pela Codevasf.

Milton Bin é um grande entusiasta da nova fase da fruticultura regional do polo Petrolina-Juazeiro e também tem área testada com pera, maçã e caqui.

Ele acredita que o caqui é considerado a mais exótica para a região, das culturas em experiência, e deverá ser a que agradará mais o gosto local.

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