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'Meta fiscal será cumprida', afirma chefe adjunto do BC

Publicado quinta-feira, 28 de dezembro de 2017 às 11:28 h | Atualizado em 19/11/2021, 08:37 | Autor: Adriana Fernandes e Fernando Nakagawa | Estadão Conteúdo
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O chefe adjunto do Departamento de Estatística do Banco Central, Renato Baldini, previu que o resultado das contas públicas poderá ser melhor do que a meta fiscal prevista para o ano de déficit de R$ 163 bilhões. A previsão vale para as contas do governo central e dos governos regionais. Baldini reforçou que a meta fiscal será cumprida. Ele, porém, não quis fazer projeções de quanto o resultado poderá ser melhor em relação à meta fiscal.

"Trabalhamos com a meta e ela será cumprida", disse. O chefe adjunto do BC acrescentou que "há um distância hoje melhor do que a prevista" em relação à meta fiscal.

Segundo ele, o resultado de déficit de R$ 909 milhões em novembro nas contas públicas apontou uma "suavização" do resultado negativo. Em novembro de 2016, as contas do setor público registraram um déficit de R$ 19,567 bilhões.

Baldini ressaltou ainda que o desempenho melhor das contas de novembro foi favorecido pelo ingresso de R$ 12,1 bilhões de receita extraordinárias com o leilão de usinas hidrelétricas. As despesas com o pagamento de precatórios foram concentradas em maio e junho esse ano. Em 2016, houve uma concentração nos dois últimos meses do ano.

Para Baldini, a piora nas contas dos Estados e municípios ocorreu em função das despesas sazonalmente no final do ano. Ele disse, porém, que não tem informações de despesas extraordinárias no mês que possam ter contribuído para a piora nas contas dos governos regionais.

Na comparação do desempenho de novembro pior do que o de outubro, quando houve um superávit de R$ 4,758 bilhões, o chefe adjunto do BC destacou que o resultado de outubro foi favorecido por receitas tributárias melhores da CSLL.

A redução dos gastos com juros em novembro, segundo ele, refletiu as operações de swap cambial, que deram um ganho de R$ 1,2 bilhão ao BC ante uma perda de R$ 1,8 bilhão em outubro.

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