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Montadoras dos EUA pedem ajuda de US$ 34 bi

Publicado quarta-feira, 03 de dezembro de 2008 às 07:11 h | Atualizado em 03/12/2008, 07:11 | Autor: Agencia Estado
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A GM, a Ford e a Chrysler pediram ontem empréstimos de US$ 34 bilhões ao governo americano para sobreviverem à crise. A Ford afirmou que precisa de um empréstimo-ponte de US$ 9 bilhões e prometeu voltar a dar lucros em 2011. Já a GM quer um empréstimo de US$ 12 bilhões para garantir seu nível de liquidez até o fim de 2009, e US$ 4 bilhões seriam necessários para manter a montadora à tona até o fim deste ano. Além disso, a GM pediu uma linha de US$ 6 bilhões para a eventualidade de a recessão americana se aprofundar. A Chrysler disse que precisa de US$ 7 bilhões, porque suas reservas só vão durar até o primeiro trimestre do ano que vem.

Os empréstimos são parte dos planos de recuperação que as montadoras enviaram ao Congresso, uma exigência para que o governo libere os recursos pedidos há 15 dias. O valor é superior aos US$ 25 bilhões pedidos antes. Em entrevista no fim da tarde de ontem, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, disse que pelo menos uma intervenção de curto prazo será aprovada. ?Acredito que haverá uma intervenção, seja por meio do Congresso ou do Executivo?, disse Nancy. ?Está claro que falência não é uma opção.?

Os presidentes da Ford, GM e Chrysler concordaram em trabalhar por um salário de US$ 1, se o governo aprovar o plano de resgate Além disso, o executivo-chefe da Ford, Alan Mulally, disse que a empresa vai vender seus cinco jatinhos. Mulally pretende chegar à audiência no Senado dirigindo um Ford Escape híbrido. A GM vai vender quatro jatinhos da companhia e Rick Wagoner, presidente da montadora, vai dirigindo um Malibu Sedan híbrido até Washington. Tudo isso na tentativa de reverter o desastre de relações públicas de 15 dias atrás, quando os executivos enterraram suas chances de receber facilmente dinheiro público. Os três executivos chegaram a Washington em jatinhos das empresas e não aceitaram cortes nos salários. A falta de humildade dos executivos irritou legisladores, que exigiram um plano mais detalhado para liberar recursos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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