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Na contramão do País, PIB baiano cresce 0,6%

Publicado quarta-feira, 10 de junho de 2009 às 23:28 h | Atualizado em 10/06/2009, 23:28 | Autor: Donaldson Gomes, do A TARDE
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O Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia cresceu 0,6% no primeiro trimestre, em relação aos primeiros três meses do ano passado. O resultado foi bem diferente do nacional, onde houve uma queda de 1,8%, em relação aos primeiros três meses de 2008, e de 0,8%, em comparação ao trimestre anterior. Número que não tem comparativo no Estado devido a restrições da metodologia da pesquisa.

Com 2,8% de crescimento, o setor de serviços, que tem um maior peso na estrutura do Estado, fez a diferença. A indústria acompanhou a tendência nacional, com uma queda de 3,7%, principalmente nos setores voltados para o comércio exterior.

O “leve incremento” no indicador já era esperado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). “O resultado confirma as expectativas iniciais feitas pela equipe de contas regionais da SEI”, confirmou por meio de nota o diretor do órgão, Geraldo Reis.

Dentro do grupo que é analisado como indústria nos cálculos do PIB, a construção civil foi o único que apresentou um resultado positivo. Cresceu 6,2%, o que, segundo a análise da SEI amenizou a retração da indústria.

“Eu acho o número um pouco elevado, entretanto tivemos o início de importantes obras na Paralela”, afirma o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil, Vicente Mattos. Quais foram? Ele prefere não destacar, mas puxando pela memória é possível lembrar do início das obras nas 18 torres do Le Parc e do Shopping Paralela.

O comércio, com 3,8%, e o setor agropecuário, com 2,2%, tiveram desempenhos melhores que a média. De acordo com a avaliação da SEI, o comércio, “apesar da taxa positiva, vem desacelerando seu volume de vendas, com repercussão na arrecadação de impostos, como o ICMS, que teve sucessivas quedas no trimestre”.

O presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Eduardo Moraes de Castro, viu nos números positivos a confirmação do que foi a realidade do setor nos primeiros meses do ano. “Tenho certeza de que esse crescimento ainda vai se acentuar no segundo semestre”, torce o dirigente.

Como argumento para a boa expectativa, ele lembre que os últimos meses do ano são os melhores para o setor. Segundo ele, empresas ligadas ao comércio exterior estão se voltando para o mercado doméstico. “O País está em boa situação, apesar desta crise”.

Já o setor agropecuário, cresceu em função do bom desempenho de safras que são normalmente colhidas no primeiro trimestre, como feijão (12%), milho (4,1%) e cacau (1,7%). Na contramão, houve queda na produção de culturas como a soja (-8,6%), a mandioca (-7,6%) e cana-de-açúcar (-4,7%).

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