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Oferta pública de ações da Cesp é a 2a maior desde março de 2002

Publicado quinta-feira, 27 de julho de 2006 às 20:11 h | Atualizado em 27/07/2006, 20:11 | Autor: Agência Reuters
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A ação da Cesp saiu a 14,50 reais na oferta pública da empresa, abaixo da cotação atual do papel. A operação pode render à empresa mais de 3 bilhões de reais, conforme dados divulgados pelo site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na quinta-feira.



Trata-se da maior operação do gênero desde março 2002, quando a Companhia Vale do Rio Doce fez uma oferta secundária que alcançou 4,5 bilhões de reais.



O governo de São Paulo, controlador da Cesp, havia se comprometido a usar na oferta da Cesp os recursos obtidos com a venda, no fim do mês passado, do controle da antiga subsidiária Cteep, cerca de 1,2 bilhão de reais.



A operação faz parte de um plano mais amplo de capitalização, que envolve também um programa de debêntures no valor de até 2 bilhões de reais e um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (Fidc) de até 650 milhões de reais.



Analistas vêem chances de a empresa ser privatizada em um futuro próximo.



Esta semana, o gerente do Departamento de Planejamento Energético da Cesp, Jean Cesare Negri Toledo, disse que até o próximo ano a Cesp deverá estar saneada e pronta para ser vendida à iniciativa privada.



As ações preferenciais da Cesp encerraram a quinta-feira em alta de 5,10 por cento, a 16,29 reais, enquanto as ordinárias fecharam com valorização de 2,53 por cento, a 16,20 reais.



A oferta constituiu-se de uma quantidade de ações ordinárias correspondente a 1 bilhão de reais e de um montante de ações preferenciais classe B equivalente à divisão do valor de 1,8 bilhão de reais pelo preço de emissão.



A oferta contempla ainda a possibilidade de um lote suplementar de até 200 milhões de reais.



Atualmente, as ações preferenciais no mercado são classe A. No futuro, os acionistas terão a opção de converter seus papéis em preferenciais classe B, que dão direito a receber por ação 100 por cento do valor que o controlador embolsar, na hipótese da venda do controle da companhia (operação conhecida como tag along).



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