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Petroleiros de usina de biodiesel em MG aderem à greve

Publicado quarta-feira, 25 de março de 2009 às 09:52 h | Atualizado em 25/03/2009, 09:52 | Autor: Agencia Estado
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) informou hoje que os trabalhadores da usina de biodiesel de Montes Claros (MG) aderiram à greve nacional dos petroleiros, que se iniciou nesta semana. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro-MG) à FUP. De acordo com a federação, com a paralisação, os trabalhadores interromperam a produção da unidade.

Em comunicado, a FUP confirma que, juntamente com o sindicato dos petroleiros, prossegue em negociação com a Petrobras, na manhã de hoje, para o fim da greve. A entidade afirmou que o movimento grevista dos petroleiros prossegue e será reavaliado somente na sexta-feira (dia 27), último dia previsto para a paralisação.

Ontem, terminou sem acordo a reunião entre Petrobras e sindicatos dos petroleiros a respeito da pauta de reivindicações que motivou a greve. Entre as reivindicações dos petroleiros, estão a garantia de postos de trabalho nas empresas contratadas pela Petrobras e pagamento de horas extras dos feriados trabalhados; e o debate sobre uma nova distribuição na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) da empresa.

Segundo informações da FUP, os trabalhadores da BR Distribuidora avaliam hoje indicativo do Sindicato de Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo (Sitramico-RJ) de paralisação de 24 horas na próxima sexta-feira (dia 27), em apoio à greve dos petroleiros.

De acordo com apurações da FUP, os petroleiros de todas as unidades de refino estão parados, sendo que o mesmo ocorre com os trabalhadores de grande parte dos terminais, oleodutos e gasodutos da Petrobras Transporte. A FUP informou também ter recebido adesão dos petroleiros da Replan, de Mossoró e do Alto do Rodrigues (RN), e das plataformas do Ceará, de São Mateus e Linhares (ES).

Em nota, a Petrobras destacou que, até a noite de ontem, a produção está mantida nas refinarias e nas plataformas da empresa, inclusive na Bacia de Campos, no Rio, responsável por 85% do petróleo produzido no Brasil pela Petrobras. Segundo a estatal, os terminais também funcionam normalmente e o escoamento da produção e a entrega dos produtos ocorreram dentro da normalidade. De acordo com a estatal, nas refinarias a produção de derivados não foi afetada.

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