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Plano de negócios é etapa fundamental

Publicado segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008 às 16:34 h | Atualizado em 18/02/2008, 17:31 | Autor: João Mauro Uchôa / Agência A Tarde
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Grandes negócios começam com inovação e vontade de vencer.
Mas a construção de um empreendimento sólido, capaz de crescer e proporcionar lucro aos sócios, depende de um esforço prévio de planejamento.
Porém, por mais brilhantes que possam parecer, suas idéias precisam ser desdobradas em desafios. É neste ponto que começa o plano de negócios, ferramenta essencial a qualquer empreendedor iniciante.
Um levantamento recente produzido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostra que a taxa de mortalidade de empresa no Brasil vem caindo nos últimos anos, mas ainda está entre as mais altas do mundo.
Quatro entre 100 negócios iniciados no ano passado já fecharam.
Os principais motivos para o fracasso estão sempre relacionados a equívocos de planejamento e gestão. Muitos desses problemas poderiam ter sido evitados com um plano de negócios. Se for bem-feito, ele mostrará ao futuro empresário uma lista detalhada de metas e desafios para a sustentabilidade da empresa.
A depender dos dados levantados, pode ser até melhor modificar a idéia original, o que na prática significará uma economia bastante significativa de tempo e dinheiro.
“Quem utiliza um plano de negócios consegue visualizar o futuro da empresa. Se o negócio não der certo no papel, dificilmente terá sucesso na vida real”, adverte a economista Claudia Pavani, co-autora do livro Plano de Negócios (editora Lexicon). ELABORAÇÃO – Mas, afinal de contas, o que é o que é um plano de negócios? Embora existam consultores e empresas especializados em preparar levantamentos desse tipo,qualquer pessoa pode elaborar um plano de negócios bastante razoável.
Em livros e na internet é possível encontrar exemplos gratuitos pré-formatados e que podem ser modificados conforme as especificidades do negócio. Para começar, é preciso definir uma conceito para o negócio.
“Você notou que uma determinada necessidade do mercado não está sendo bem atendida.
Por que isso acontece? Por que o atendimento do concorrente é ruim? Os pedidos não chegam no prazo certo? É preciso ter clareza deste tipo de detalhe e ver o negócio como uma oportunidade”, ensina Claudia.
Definir a clientela é o segundo passo. Isto permitirá ao empreendedor delimitar o espaço no mercado onde o futuro negócio vai ser inserido. O passo seguinte é estudar o tamanho da concorrência.
Para apurar este tipo de informação, recorra a dados objetivos.
Esqueça os “achismos”. Depois de traçar um perfil desejado para sua futura clientela, identifique onde ela está em maior ou menor concentração.
Nesta etapa, a internet é um recurso essencial. Por meio de instituições como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (www.ibge.gov.br). é possível conseguir números recentes sobre a renda e a população em Salvador e outras cidades do Estado da Bahia. PESQUISA – A depender das especificidades do seu futuro negócio, será necessário investir numa pesquisa de mercado para medir o seu potencial real, incluindo os anseios dos clientes e o porte da concorrência.
Tudo isso custa caro? A resposta é não. O investimento num plano de negócios deve ser encarado como parte do custo de abertura do empreendimento.
Nos postos do Sebrae, é possível obter orientação gratuita para a elaboração do documento.
As empresas juniores das faculdades de administração oferecem serviços desse tipo por valores mais baixos do que a média praticada pelas consultorias especializadas.
Com dados em mãos, é possível definir custos, características do local de funcionamento, orçamento, necessidade de mão-de-obra, matéria-prima, vendas, fluxo de caixa, impostos, divisão de tarefas e o porte da futura empresa. CRÉDITO –Sem um plano de negócios, é praticamente impossível levantar crédito para a abertura de um empreendimento formal. Instituições de fomento como o Banco do Nordeste (BNB), que emprestam dinheiro a juros menores do que os bancos de varejo, exigem do empreendedor documento que aponte a viabilidade do negócio.
Incubadoras de empresas também fazem este tipo de exigência.
“É a primeira pergunta que fazemos a quem nos procura: você já tem um plano de negócios?”, revela Urbano Matos, empresário e gerente da FTE Star tup.
Ele diz que a maioria das pessoas que procura a incubadora chega sem um plano de negócios.
Para Urbano, isso acontece por uma questão de desinformação.
“Um bom plano de negócios, bem orientado para um pequena empresa, pode custa cerca de R$ 5 mil. Mas isso é investimento. Quem não tem certeza do que quer acaba jogando roleta russa”, compara. BARATO – Se você não tiver condições de arcar com os custos cobrados no mercado para a elaboração de um plano de negócio, volte a recorrer a uma empresa júnior. “Nosso preço costuma se 20% do valor praticado pelo mercado”, garante a diretora de marketing da Empresa Júnior de Administração da Ufba, Nathália Leite.
O desenvolvimento de um bom plano de negócios pode consumir de dois a quatro meses de trabalho, conforme a dedicação e o nível de habilidade do empreendedor ou da consultoria contratada.
Mas quem decidiu fazer o planejamento por conta própria garante que o processo é trabalhoso, mas é muito valioso, sobretudo para quem ainda não teve a oportunidade de gerir um negócio formal.
Ao decidir abrir a própria produtora de vídeo, a publicitária Nalini Vasconcelos optou por fazer ela mesma o plano de negócios.
“Já tinha uma marca e trabalhava como autônoma, mas tinha receio de coisas como impostos, custos fixos, contador.
Senti um pouco de dificuldade em organizar a parte financeira, mas conseguimos (ela e o marido) ajuda e um modelo muito bom”, conta e empresária.
Na pressa para poder participar de um concorrência, eles conseguiram organizar todas as informações necessárias em apenas uma semana. Com o plano em mãos, o casal obteve o apoio de uma incubadora, onde sua empresa funciona atualmente. “Eu achava que era só burocracia, mas o plano de negócios é fundamental. Funciona como um bom estudo do mercado e da parte financeira do negócio”, avalia Nalini. 
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