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Preço de aluguel tem forte alta em Salvador

Publicado quinta-feira, 12 de novembro de 2009 às 22:01 h | Atualizado em 12/11/2009, 22:08 | Autor: Luciana Rebouças, do A TARDE
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O preço dos aluguéis de imóveis residenciais  em alguns bairros de Salvador, como Imbuí, Stiep, Costa Azul, Pituba, Itaigara e na região da Avenida Paralela, disparou nos últimos meses.  A  renovação dos contratos de locação  nesses bairros  está tendo reajustes de até 30%. Em acordos de 36 meses, o aumento pode chegar a 60%. As imobiliárias creditam estes aumentos muito acima da inflação  à demanda crescente e à valorização dos imóveis.

A funcionária pública Fátima Teles tem um imóvel alugado na Paralela há um ano e três meses. “Com a cidade crescendo para o lado de cá, com faculdades, shoppings e os novos condomínios, vi o valor do meu imóvel passar de R$ 40 mil, para R$ 130 mil”, informa Fátima, que ainda não fez nenhum reajuste no valor do aluguel.

Um dos bairros mais destacados pelos corretores é o Imbuí, em decorrência do crescimento da Paralela e da consequente maior procura por imóveis na região. Ailton Salomão, gerente de locação da imobiliária Novo Endereço, diz que o aluguel de imóvel de dois quartos  no Imbuí, que saía por R$ 500 no ano passado, agora não sai por menos de R$ 800, num aumento de 60%. “A procura de imóveis  no Imbuí dobrou  este ano. O bairro tem escolas, comércio e está perto da Paralela. Tudo isso atrai as pessoas que vão trabalhar naquela região”, argumenta Salomão.

Noel Silva, sócio-diretor da imobiliária Nova Soluções Imobiliárias, diz que há locais ainda mais procurados pelos inquilinos, como a Pituba, o Itaigara e o Caminho das Árvores. “Agora, todo aquele entorno da Paralela sofreu uma valorização maior do preço do aluguel, até para haver uma equiparação com o preço destes outros bairros”, diz.

Correção - Se o contrato for firmado por três anos, por exemplo, é comum ser estipulado o Índice Geral de Preços (IGP-M) para a correção do valor. Porém o IGP-M tem apresentado índices negativos. Na primeira prévia de novembro, o indicador registrou deflação de 0,10%. Os locadores alegam que, neste momento, o que prevalece então é a valorização dos imóveis.

O advogado Augusto Cruz diz que, uma vez previsto em contrato, este índice deve ser seguido. “Já quando vence o contrato, o proprietário pode chamar o inquilino para fazer um acordo e propor um outro reajuste. É uma livre negociação”, ressalta Cruz. Antes de renovar, o advogado aconselha que o inquilino observe se houve a valorização de outros imóveis na região, que faça uma pesquisa de preço e negocie qualquer benfeitoria que tenha acontecido.

Noel Silva aponta que alguns imóveis tiveram o aluguel corrigido em até 40% na Paralela. Nas outras localidades, ele diz que a média de reajuste está em 20%, após o fim de um contrato de três anos. Já se o proprietário for alugar para um novo interessado, pode aplicar um acréscimo de até 30% sobre o valor antigo.

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