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Saiba o que vai pesar mais no seu bolso em 2010

Publicado sábado, 05 de dezembro de 2009 às 18:58 h | Atualizado em 05/12/2009, 19:39 | Autor: João Pedro Pitombo | A Tarde
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Acorda e vai para a faculdade. Não esquece de pagar a mensalidade. Sai da aula, vai ao supermercado. Compra frutas, verduras, carnes, grãos. Almoça num restaurante. Vai ao médico. Com a prescrição, vai à farmácia comprar o remédio. E para finalizar o dia, sai para curtir uma festa. Estas ações que são corriqueiras na vida de muita gente têm uma coisa em comum: deverão pesar mais no bolso do consumidor em 2010.



Segundo levantamento realizado pela LCA Consultoria, empresa focada em soluções estratégicas para economia, os setores de despesas pessoais, alimentos e bebidas, saúde e educação terão reajustes acima da inflação em 2010. No outro extremo, os gastos com vestuário, transportes, habitação, artigos para residência e comunicação crescerão abaixo da meta inflacionária. No cálculo, foi levado em conta o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que deve atingir um patamar de 4,5% no ano que vem.



Entre os produtos e serviços em alta, o setor de alimentos é o caso mais emblemático. A tendência é que o aumento seja de 5,5%, um valor maior do que o que aconteceu este ano, em que a perspectiva é de um incremento de 3,3%. Para se ter uma ideia, uma cesta básica, que hoje é orçada em R$ 200,45 em Salvador, deve saltar para um patamar de R$ 211,47 no próximo ano.



A alta dos alimentos está relacionada à recuperação  do preço das matérias-primas, que tiveram forte baixa durante a crise econômica. “Haverá uma aceleração  por conta da retomada e por isso, os alimentos tentem a ficar mais caros em toda a cadeia, do produtor ao restaurante”, explica o economista Fábio Romão, da LCA Consultoria. No caso da alimentação fora de casa, a tendência de alta é ainda maior: 8,1% para 2010.



Com reajustes também acima da inflação, saúde, educação e despesas pessoais deverão sofrer o impacto direto do reajuste do salário mínimo que deve ser de 9%. Os trabalhadores que ganham um mínimo deverão receber R$ 505,55 a partir de fevereiro próximo. O peso do salário mínimo se potencializa no setor despesas pessoais, que inclui os gastos com salário e benefícios  de empregados domésticos.



Reajustes menores - Apesar de uma gama de produtos com reajuste acima da média da inflação, o cenário é de otimismo. Comparados com 2009, seis dos nove setores pesquisados deverão ter reajustes menores dos que foram praticados este ano. A exceção – além dos alimentos e bebidas – fica por conta dos custos com transportes  e comunicações (que inclui TV a cabo, internet e telefonia), que terão reajustes maiores do que os registrados em 2009.

 

No caso dos transportes, o reajuste dos preços deve ser incrementado por conta do fim de benefícios fiscais, como a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). O benefício fiscal foi mantido apenas para a venda de carros bicombustíveis  e se estende até 31 de março do ano que vem. Mesmo com a perspectiva de aumento nos preços, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) prevê um crescimento de 9,3% nas vendas em 2010.

   

O fim da redução do IPI também deve incidir nos  eletrodomésticos da linha branca. Apesar dos artigos  para residência terem tendência de queda para o próximo ano, geladeiras, fogões e lavadoras  devem ficar mais caros. “O consumidor pode ficar tranquilo porque o reajuste não vai ser absurdo. Para manter o ritmo das vendas, as lojas vão ter que fazer promoções, dar incentivos”, explica Romão.

 

Mais baratos - Em setores como vestuário, habitação, artigos para residência, os consumidores têm motivos para comemorar. Com reajustes abaixo da média da inflação projetada e menores do que em 2009, estes produtos e serviços deverão pesar menos no orçamento das famílias baianas.

 

O aluguel de imóveis é um exemplo disso. Na maior parte dos casos, o reajuste é atrelado ao Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que teve deflação – redução do nível de preços – de 1,17% acumulada nos últimos 12 meses.



Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Compras, Vendas, Locação e Administração de Imóveis do Estado da Bahia, Sérgio Sampaio, a tendência é que os preços dos aluguéis se mantenham num patamar similar ao deste ano. No entanto, ele ressalta que nem toda cobrança é atrelada ao IGP-M, o que pode gerar uma leve alta nos preços. 



No setor de vestuário, o reajuste deve caiu de um patamar de 6,26% (acima do IPCA), para 2,06% no ano que vem, valor abaixo do índice de preços. A valorização do real e o câmbio favorável às importações são os principais fatores que justificam esta queda. “É um mercado onde há uma participação muito grande de produtos importados. Não só de roupas, mas também de tecidos”, explica Fábio Romão, da LCA Consultoria.

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