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Secovi-SP prevê estabilidade em lançamento de imóvel e alta de até 10% na venda

Publicado terça-feira, 20 de fevereiro de 2018 às 12:42 h | Atualizado em 19/11/2021, 08:43 | Autor: Circe Bonatelli | Estadão Conteúdo
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O economista-chefe do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Celso Petrucci, estimou que os lançamentos de novos projetos imobiliários na capital paulista devem permanecer estáveis em 2018 em comparação com 2017. Por sua vez, a projeção para as vendas é de alta de 5% a 10%. "Esse projeção já considera que o ano tem um calendário com Copa do Mundo, eleições presidenciais e muitos feriados emendados, o que prejudica muito o mercado", afirmou.

Embora o mercado esteja em recuperação, Petrucci alertou para a necessidade de ajustar a lei municipal de zoneamento, de modo a facilitar a aprovação de projetos em certas regiões. Ele mencionou também que cidades da região metropolitana têm enfrentado obstáculos para a liberação de projetos do Minha Casa Minha Vida, concentrando os empreendimentos na capital paulista. "Não sabemos se vamos conseguir aprovar tantas mais unidades no MCMV este ano", observou.

Petrucci antecipou que os negócios em janeiro mostraram um bom desempenho, de modo que os números de lançamentos e vendas devem ficar acima dos verificados no mesmo mês do ano passado.

Estoques

O estoque de imóveis novos (planta, em obras e prontos) na capital paulista atingiu o patamar de 22.040 unidades no fim de 2017, de acordo com dados do Secovi-SP. O montante representa uma queda importante em comparação com o fim de 2016, quando estava em 24.130 unidades, e bem abaixo do pico de 28.118 unidades, em maio de 2015. Ainda assim, permanece um pouco acima da média histórica da cidade, que é de 20.148 unidades.

"O estoque não nos preocupa", comentou o economista-chefe do sindicato, Celso Petrucci. Segundo ele, a maior parte do estoque é composto por moradias ainda na planta ou em fase de obras, lançadas nos últimos meses. As unidades prontas - que geram custo de condomínio, IPTU e manutenção para as construtoras - representam apenas 9% do estoque total. Um ano antes, estava em 14%.

"O movimento de esforços das empresas para a redução do estoque já acabou. O estoque atual é composto principalmente por unidades lançadas no segundo semestre, e não por moradias lançadas há muito tempo", disse Petrucci.

Ele estimou ainda que os preço deve crescer em um ritmo semelhante ao da inflação em 2018, com possibilidade de apresentar avanços mais acelerados a partir do segundo semestre. Possivelmente, os apartamentos de três e quatro dormitórios, podem ter uma alta mais consistente nos preços, uma vez que representam a menor parte dos estoques, explicou Petrucci.

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