Após afirmar que negros são mais racistas, Ecclestone diz 'não ter culpa por ser branco'

Publicado terça-feira, 30 de junho de 2020 às 11:33 h | Atualizado em 30/06/2020, 11:59 | Autor: Da Redação

O ex-chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, de 89 anos, vem gerando muita polêmica com os seus comentários sobre o racismo e os movimentos das minorias em apoio a morte do norte-americano George Floyd.

Após declarar que os "negros são mais racistas do que os brancos", em entrevista ao canal CNN, o britânico, que chegou a ser duramente criticado pelo piloto Lewis Hamiltom, tentou se defender das acusações de ser racista.

"Não é minha culpa que sou branco, ou que sou um pouco mais baixo que outro homem. Eu era chamado de Titch (algo como pessoa pequena) na escola. Eu descobri que era uma coisa com a qual precisava lidar. As pessoas negras precisam apoiar umas às outras", contou Ecclestone ao The Daily Mail, no domingo, 28.

Utilizando a tentativa de negociação entre ele e o pai de Hamiltom como argumento, o ex-CEO da F1, disse não ser "anti-negro". "Eu não sou anti-negros. Pelo contrário. Eu sempre fui muito a favor. Aliás, o pai de Lewis (Hamilton) queria entrar nos negócios comigo. Ele fez algumas boas máquinas de remo. Eu nunca teria considerado se fosse anti-negro. Se o projeto estivesse certo, eu teria feito. Ao longo dos anos, eu conheci muitas pessoas brancas que não gostei, mas nunca uma pessoa negra que não gostei", disse.

Fui assaltado algumas vezes, uma vez por três negros. Acabei no hospital, mas mesmo depois disso nunca fui contra ninguém que fosse negro. Não penso em Lewis como negro ou qualquer outra coisa. Ele é apenas Lewis para mim", completou o empresário.

Questionado sobre a perda do título de "Presidente Emérito", retirado pela Fórmula 1, o ex-piloto citou sua influência com o atual presidente da Rússia Vladimir Putin: "Eu não os aconselharia a fazer isso. Eles podem tentar na Rússia".

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