Bahia supera Vitória em clássico no Barradão e se isola na liderança do Baiano

Publicado domingo, 01 de março de 2020 às 15:00 h | Atualizado em 01/03/2020, 18:05 | Autor: Nuno Krause* e Alex Torres*

Em um clássico cheio de emoção e polêmica de arbitragem, Bahia superou o Vitória por 2 a 1, na tarde deste domingo, 1º, no estádio Barradão, pela 6ª rodada do Campeonato Baiano. O resultado colocou o Tricolor na liderança isolada da competição, agora com 14 pontos, enquanto o Vitória estaciona em segundo, com 11 pontos.

O Bahia fez o seu gol quando o Vitória era melhor em campo. O Vitória não sentiu o gol, continuou melhor e, pela circunstância do jogo, merecia sair de campo com o empate. No entanto, Arthur Rezende mostrou que treinar cobranças de falta ainda pode ser crucial no futebol, e deu o triunfo ao Tricolor no lance final.

O Ba-Vi deste domingo, o primeiro da história do estadual com os times de aspirantes, não deveu em nada ao Ba-Vi da Copa do Nordeste, que foi disputado com as equipes principais. Na verdade, foi até melhor, do ponto de vista de chances criadas. Os dois lados entraram com muita intensidade e lutaram até o último momento para sair do Barradão com o resultado positivo.

Agora, o Vitória volta a campo na próxima quarta-feira, pela segunda fase Copa do Brasil, com o time principal, contra o Lagarto (SE), fora de casa. O time de aspirantes só joga novamente no dia 15 de março, pelo Baianão, contra o Jacuipense, também fora. Já o Bahia encara, no próximo sábado, o Confiança (SE), pela sexta rodada da Copa do Nordeste. No dia seguinte, a equipe de transição encara o Doce Mel, pela sétima rodada do Campeonato Baiano.

Muita intensidade

Bahia e Vitória não esperaram muito para mostrarem suas armas no jogo de ontem. Ansiedade da idade, esquema tático arrojado dos treinadores e muita velocidade dos jogadores podem ser alguns dos motivos que ajudam a explicar a série de chances construídas - e perdidas - pelas duas equipes no início da partida.

Já aos quatro minutos, polêmica. Saldanha tentou dominar na área, e a bola escapou para Gustavo. O camisa 7 foi derrubado pelo goleiro Lucas Arcanjo após tocar a bola, mas o juiz não marcou o pênalti.

Dois minutos depois, quase veio o castigo. Ruan Levine fez boa jogada pela esquerda, e enfiou para Eduardo na frente do goleiro. O meia tentou colocar por cima, mas a bola ficou na rede pelo lado de fora.

A partir daí, uma sequência de bolas paradas. Aos oito minutos, Anderson - autor do primeiro gol - cabeceou perto da trave após cobrança de escanteio. Aos 10, foi a vez do Leão. Que saiu na frente, mas não valeu. Gabriel Bispo cabeceou após falta batida na intermediária e a bola morreu lá dentro. Impedimento.

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Mais intensidade

Ufa? Que nada. Bahia e Vitória não estavam nem aí, queriam ganhar a qualquer custo. Quando tinham a bola, tentavam construir as jogadas. Sem ela, pressionavam a saída de bola, para tentar roubar o mais próximo possível do gol adversário. E quase deu certo, pelo lado do Leão.

Aos 28 minutos, quando o Bahia tentava sair jogando lá atrás - de forma lenta e equivocada, como foi durante a maior parte do jogo - Anderson perdeu a bola, e Eron encontrou Levine sozinho na entrada da área. Porém, o atacante chutou fraco, e Fernando fez boa defesa.

Abriu a porteira

Se sobrou intensidade no primeiro tempo e faltou gols, no segundo tempo o problema foi solucionado. Dessa vez, com um Vitória mais agressivo, e o Bahia novamente tendo dificuldades para sair jogando.

Aos 11 minutos, caiu nos pés de Eduardo a primeira chance. E a segunda. A bola sobrou para ele na entrada da área, e ele teve a oportunidade de chutar duas vezes, de direita e de esquerda, mas ficou no meio do caminho.

O Vitória era melhor no jogo e dominava as ações da partida. No entanto, foi o Bahia que abriu o placar, na bola parada, que vinha funcionando desde o primeiro tempo. Após cobrança de escanteio, Anderson sobe mais alto que todo mundo e marca o seu.

Cabe aqui falar um pouco sobre as substituições do Vitória, que tiveram um papel fundamental, para o bem ou para o mal, na partida. Primeiro, para o bem. Aos 33 minutos, Negueba, que tinha entrado no lugar de Ruan Levine, aos 6 do segundo tempo, fez bela jogada pela esquerda, e cruzou na cabeça de Eron. Já na pequena área, o centroavante colocou para dentro. 

Com as entradas de Alexsander e Rodrigo Carioca nos lugares de Romisson e Tenório, respectivamente, o Vitória perdeu intensidade, e consequentemente a bola. O Bahia criou mais no final do jogo e, aos 48 minutos do segundo tempo, quando não restavam mais esforços a serem feitos, Arthur Rezende foi derrubado na entrada da área. E ele fez seu esforço final. Numa bela cobrança, sem chances para Lucas Cândido, sacramentou o triunfo tricolor, e o Barradão, com torcida única na tarde deste domingo, esmoreceu. 

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*Sob supervisão dos editores Rafael Tiago Nunes​ e Nelson Luis

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