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CBF pode romper com Conmebol para votar em xeque do Bahrein na eleição da Fifa

Publicado quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016 às 08:20 h | Atualizado em 19/11/2021, 07:23 | Autor: Jamil Chade | Estadão Conteúdo
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A CBF pode romper com a Conmebol em caso de manutenção da decisão da confederação sul-americana de manter o apoio ao europeu Gianni Infantino na eleição para a presidência da Fifa, nesta sexta-feira. A delegação brasileira em Zurique não esconde que, se sentir que o xeque Salman Bin Ibrahim Al-Khalifa vai para as urnas fortalecido, poderá mudar seu voto e apoiar o candidato do Bahrein, mesmo que ele já tenha enfrentado acusações de violações de direitos humanos.

Nos bastidores, os dirigentes brasileiros já tentam convencer a Conmebol a mudar também sua ideia original de apoiar Infantino, um afilhado político de Michel Platini. A ideia é de que, em plena crise, os sul-americanos não podem se dar ao luxo de não estar ao lado do vencedor. Nesta quinta-feira, Salman terá uma última reunião com a Conmebol em Zurique para convencer a região a abandonar Infantino. O grupo também espera chegar a um acordo.

Mas os brasileiros também apontam que, se a Conmebol não mudar, podem abandonar o consenso. Um dos principais cabos eleitorais de Salman, Ahmad Fahad al-Sabah, também aposta numa mudança do voto brasileiro. Foi Ahmad quem elegeu Thomas Bach para o comando do Comitê Olímpico Internacional e ainda ajudou a garantir o Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

Infantino negou que esteja perdendo o apoio da Conmebol. Mas, nos lobbies dos hotéis de Zurique, o tema de todas as conversas eram as propostas financeiras que Salman estaria disposto a fazer para garantir votos.

Na reunião da Fifa, na última quarta-feira, a entidade também indicou que um novo patrocinador asiático estaria prestes a assinar um contrato de US$ 800 milhões, trazidos por Salman.

Tokyo Sexwalle, candidato sul-africano, resumiu o clima das 207 federações que vão votar. "Você fala com um e ele te garante o apoio. Mas ele vira a esquina e diz ao outro rival que vota por ele", disse. "Como é que se pode saber quem é que está dizendo a verdade", completou.

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