Em transição, Fórmula 1 inicia temporada de 2021

Publicado terça-feira, 23 de março de 2021 às 17:33 h | Atualizado em 23/03/2021, 17:37 | Autor: AFP

Por conta pandemia de Covid-19, a Fórmula 1 adiou para o próximo ano a apresentação de novidades tecnológicas, mas não será por isso que será menos agitada a temporada de 2021, que começa neste domingo, 28, com o Grande Prêmio do Bahrein, tendo como favoritos ao título o piloto inglês Lewis Hamilton e sua equipe Mercedes.

Diante das mudanças radicais que prometem mais igualdade esportiva, a Mercedes mantém o rótulo de grande favorita, como todos os anos desde 2014. Apenas Red Bull e Max Verstappen parecem capazes de ameaçar a hegemonia da marca alemã em uma temporada com 23 grandes prêmios previstos, uma verdadeira maratona.

Hamilton luta pelo 8º título

Será que o britânico Lewis Hamilton, aos 36, será capaz de se tornar o primeiro piloto da história com oito títulos? A principal atração da temporada, Hamilton, que igualou o recorde de sete campeonatos de Michael Schumacher em 2020, pode superar a lenda alemã, cujo filho Mick fará sua estreia na Fórmula 1 aos 22 anos.

Depois de assinar um novo contrato por apenas mais um ano, o atual campeão poderá escolher em alguns meses: continuar descobrindo os novos carros que devem revitalizar a principal categoria do automobilismo mundial ou se aposentar no topo do carreira.

Com o mesmo carro, seu companheiro de equipe Valtteri Bottas, vice-campeão nas duas últimas temporadas, é o mais indicado para vencê-lo e acredita "absolutamente" em sua estrela da sorte, apesar do fato de Lewis ter derrotado o piloto finlandês sistematicamente nos quatro anos em que dividem o mesmo box.

Ameaça de Verstappen

Terceiro colocado em 2019 e 2020, o holandês Max Verstappen continuará sendo a principal alternativa ao domínio da Mercedes. Mas muitas dúvidas giram em torno do que será capaz de fazer nesta temporada o vencedor de duas corridas no ano passado, uma delas a última etapa, em Abu Dhabi, e dono do melhor tempo nos treinos de pré-temporada.

O mais jovem piloto a participar de um Grande Prêmio (aos 17 anos e 5 meses em 2015) e o mais jovem a vencer uma corrida (aos 18 anos e 7 meses em 2016), Verstappen, de 23 anos, não será mais capaz de alcançar o recorde de campeão mais jovem da história, que pertence a Sebastian Vettel (23 anos e 4 meses em 2010).

'Mercado' agitado

Aos 33 anos, Vettel trocou a Ferrari pela Aston Martin (ex-Racing Point). Tetracampeão com a Red Bull (2010-2013), ele não conseguiu levar a equipe italiana (2015-2020) ao primeiro nível ou aumentar seu recorde pessoal. Mas existem dúvidas se ele conseguiria ser competitivo com Aston Martin que retorna à F1 após uma ausência de 61 anos.

É uma das questões deixadas por um 'mercado' muito agitado. Sem falar de Fernando Alonso, que aos 39 anos está voltando à Alpine (novo nome da Renault) depois de dois anos longe da modalidade, o grid passou por muitas mudanças e várias equipes lutam pelo pódio.

Já Carlos Sainz chega à Ferrari no momento em que a equipe de maior sucesso da Fórmula 1 teve sua pior temporada em 30 anos (6ª). O piloto espanhol e seu novo parceiro Charles Leclerc esperam que a lendária marca, com um novo motor, tenha resolvido seus problemas.

Se não imagina como será seu futuro na Ferrari, Sainz já sabe o que perdeu: a McLaren, sua ex-equipe, está em evolução e terminou em 3º lugar em 2020, resultado inédito desde 2012. O australiano Daniel Ricciardo, seu substituto que vem da Renault, pode aproveitar essas melhorias na equipe britânica.

Após sua primeira vitória na Fórmula 1 em Sakhir no final de 2020 com a Racing Point, o mexicano Sergio Pérez assinou com a Red Bull. Agora, o piloto de 31 anos está com um carro que luta pelo título, mas terá que ser capaz de primeiro rivalizar com seu próprio companheiro de equipe, Verstappen.

Limite de orçamento, futura revolução

Este ano entra em vigor um limite de investimento de 120 milhões de euros por ano (cerca de 143 milhões de dólares). Embora esta medida ajude a reduzir as diferenças entre as diferentes equipes, seus efeitos não serão imediatamente perceptíveis. Mas a medida anuncia uma reformulação total dos carros.

Prevista para 2021, mas adiada para 2022 como resultado da pandemia, essa revolução visa redistribuir as cartas e acabar com a soberania de poucas equipes.

Enquanto isso, os carros serão essencialmente os mesmos de 2020, com pequenas mudanças para desgastar menos pneus, que sofreram muito durante o ano.

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