Atacante Gilberto tenta retomar faceta artilheira após tirar 'zica'

Publicado sexta-feira, 02 de outubro de 2020 às 07:01 h | Atualizado em 01/10/2020, 23:54 | Autor: Rafael Tiago Nunes

Antecipação ao zagueiro e testada com força para estufar a rede do Engenhão. Depois, foi só correr para receber os abraços dos companheiros. E, é claro, não poderia finalizar a comemoração de outra forma: joelho no chão e dedos apontados para o céu, para agradecer o fim do jejum de 13 partidas sem fazer gol. Esse foi o roteiro do matador Gilberto na partida de quarta-feira, contra o Botafogo. O camisa 9 do Bahia tirou um peso gigantesco dos ombros.

Mas essa não foi a primeira vez na qual o centroavante tricolor passou por um perrengue desses. Na verdade, desde que estreou com a camisa do Bahia, no dia 19 de julho de 2018, no empate por 1 a 1 com a Chapecoense – o gol do Bahia foi de Gilberto –, o atacante de 31 anos vive uma espécie de ciclos, de fases, que o fazem oscilar entre artilheiro arrasador e goleador em jejum.

Ao todo, até aqui, Gilberto viveu quatro fases como goleador, tendo como ponto alto a sequência de 12 gols em 11 jogos, vivida entre 16 de janeiro e 6 de março da temporada de 2019. Porém, viveu outras quatro de seca, sendo a pior essa última, de 13 jogos, quebrada na quarta, diante do Botafogo (confira a lista completa de fases a baixo).

A notícia boa para a nação tricolor é que sempre após os longos períodos sem balançar as redes, Gilberto desanda a meter gol. Um bom exemplo foi no ano passado. Após passar 12 partidas em branco, o jogador emplacou 10 tentos em 13 confrontos.E para os que acreditam em numerologia, coincidências do destino, no místico ou mesmo no inexplicável vai aí uma combinação, digamos, perfeita para se ter esperança de uma melhor sintonia entre Gilberto e as redes, e por um bom e longo período. Com o gol em cima do Botafogo, o atacante encerrou a oitava fase e deu início a um nono ciclo. Coincidência ou não, o atleta leva o mesmo número na camisa. Se levarmos pela lógica dos momentos vividos por ele, pode ser o começo de uma fase de muitos gols e comemorações.

Apoio de Mano

Quem também comemorou muito o fim do jejum de Gilberto foi o técnico Mano Menezes. Ele reconheceu o esforço e a dedicação do camisa 9 nos treinos e nos jogos, e viu o gol como um presente pela entrega do atleta no campo. “Gilberto já estava incomodado com essa situação. A gente tenta tranquilizar, mas, para um artilheiro, gol é fundamental”, comentou o treinador.

Porém, Mano deixou escapar que já tem em vista alguém que, se não chegar para disputar a vaga com Gilberto, chega para dividir a responsabilidade pelos gols. “Com o tempo, a retomada, ainda teremos um jogador que chegue na frente com qualidade para fazer gols, ajudar o atacante. Vamos tirar o melhor dele, e por isso estamos brigando para trazê-lo ao Bahia”, revelou.

Dúvida, reforço e saída

Vetado da partida contra o Botafogo, na última quarta-feira, por conta de dores no pé, o meia Rodriguinho fez exames e segue como dúvida para o jogo de domingo, contra o Sport, em Pituaçu.

O camisa 10 fez exames de imagem para saber a gravidade da lesão e agora aguarda o resultado para saber se poderá ser relacionado para o confronto válido pela 13ª rodada do Brasileirão.

Por outro lado, o zagueiro Anderson Martins, contratado para reforçar a defesa do Tricolor, teve seu nome publicado no BID da CBF e está liberado para estrear pelo Bahia. Resta saber se o atleta reunirá condições físicas para ficar à disposição de Mano Menezes.

E quem deixou o Esquadrão foi o zagueiro Ignácio. Contratado para integrar o time sub-23, o atleta foi emprestado para o CSA até o final da temporada. O time alagoano está na 13ª colocação da Série B do Campeonato Brasileiro.

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