Com quarteto ofensivo, Bahia não sabe o que é perder e já soma 10 gols

Publicado sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020 às 10:00 h | Atualizado em 28/02/2020, 00:27 | Autor: Rafael Tiago Nunes

Escalar o Bahia com quatro atacantes, principalmente após uma eliminação precoce na Copa do Brasil para o River-PI e uma derrota para o arquirrival Vitória pela Copa do Nordeste dentro da Arena Fonte Nova, parecia ser uma ação de desespero de Roger Machado. Até mesmo porque o técnico estava sendo criticado por montar um time considerado previsível em campo e por sempre fazer as mesmas substituições ao longo dos jogos, o velho seis por meia dúzia.

Mas após quatro partidas com o quarteto ofensivo, formado por Rossi, Clayson, Élber e Gilberto, com direito a três triunfos e um empate, além de 10 gols marcados e apenas três sofridos, pode-se dizer que o esquema ousado não só deu certo, como também estava sendo pensado e azeitado pelo comandante tricolor ao longo dos treinos fechados na Cidade Tricolor, em Dias D’Ávila.

Se comparados aos quatro confrontos anteriores, nos quais Roger entrou com Daniel no meio de campo, formando uma trinca de volantes com Gregore e Flávio, ao invés de Rossi, os números são ainda mais impressionantes. Foram duas derrotas, um empate e uma vitória, além de três gols sofridos e dois marcados.

“Nós podemos até estar jogando numa formação diferente. A postura sempre foi a mesma, sempre buscando a vitória. Por vezes, você não tem êxito na estratégia, o adversário é superior, como foi em alguns momentos. Mas essa nova formatação, como diz o Élber, nós já vínhamos treinando. Oportunamente, lançamos mão. Deu uma característica de jogo diferente, que nos permitiu ser mais ofensivos e ainda conseguir ter uma manutenção defensiva, sofrendo poucos gols”, explicou o técnico do Esquadrão.

Com a nova formatação, os números individuais também começaram a se destacar. Gilberto já tem sete gols em oito duelos na temporada, sendo que marcou seis nos últimos quatro confrontos. Rossi e Clayson ainda não conseguiram balançar as redes, mas começaram a fazer aquilo para que foram contratados: assistências. O Búfalo já deu três passes para gol, enquanto Clayson um. Já Élber, um dos destaques neste início de ano do Tricolor, já fuzilou as redes adversárias três vezes e ainda deu uma assistência.

“É uma formação nova, que a gente vinha treinando. Agora, nos jogos, a gente está sabendo aproveitar os espaços, jogando curto. Se você ver, nossos gols foram de profundidade, os jogadores do meio caindo nas beiradas, com triangulações rápidas. É uma formação que está dando certo. Se continuarmos assim, a gente tem tudo para conquistar grandes coisas ainda”, projetou o camisa 7.

Porém, a continuidade do quarteto mortal pode sofrer mudanças muito em breve, já que Rodriguinho está regularizado no BID da CBF e liberado para jogar. Vale lembrar que o experiente meia chegou com status de titular e para ser o dono da camisa 10. Resta saber quem vai para o banco.

Sondagem

De acordo com matéria do site UOL, o Atlético-MG está interessado na contratação do diretor de futebol do Bahia, Diego Cerri, para substituir o demitido Rui Costa. O Tricolor não se pronunciou sobre o tema.

Vale lembrar que Diego Cerri recusou uma proposta do Palmeiras para assumir o mesmo cargo no início do ano.

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