Com sonho da Liberta cada vez mais distante, o Esquadrão vai a campo para buscar melhor campanha

Publicado domingo, 17 de novembro de 2019 às 12:14 h | Atualizado em 17/11/2019, 12:21 | Autor: Nuno Krause*

Durante boa parte do Campeonato Brasileiro, o Bahia foi apontado com um dos times que brigariam pela vaga na Libertadores. No entanto, após seis jogos sem vencer, o Tricolor está a seis pontos da vaga, e já começa a pensar em manter o objetivo inicial estabelecido pelo presidente Guilherme Bellintani: se manter na parte de cima da tabela. E hoje, a partir de 16h, na Fonte Nova, contra o Palmeiras, o Esquadrão entrará em campo buscando não deixar essa peteca cair.

Desde o início da era dos pontos corridos, o Bahia nunca terminou entre os dez primeiros colocados do Brasileirão. Sua melhor campanha, em lugar na tabela, foi no ano passado, quando terminou em 11º, com 48 pontos. Em 2017, o Esquadrão teve o melhor campeonato de sua história em pontos, quando fez 50, mas terminou em 12º.

Neste ano, a realidade do Bahia tem sido superior, ainda que não ao ponto de se consolidar como um verdadeiro candidato à Libertadores. Durante o Brasileirão, o Tricolor só esteve abaixo da 10ª colocação em quatro oportunidades, sendo a última vez na 12ª rodada. Na 3ª rodada, alcançou seu melhor lugar na tabela, quando estava em quinto. No entanto, só voltou ao G-6 na 22ª rodada, quando venceu o Avaí por 2 a 0. Àquela altura, o Bahia ocupava a 6ª colocação, com 37 pontos.

Ainda assim, a posição que mais figurou no decorrer da competição foi a oitava – 10 vezes ao todo, o que representa 31,25% do campeonato. No geral, o Esquadrão passeou entre a 7ª e a 9ª colocação por 22 rodadas (68,75%).

Hoje, porém, o clube se vê ameaçado por adversários que estão atrás na classificação. Vasco (10º) e Goiás (11º), que estão na cola do Bahia, vêm se destacando no segundo turno do Brasileirão. Desde a 20ª rodada, goianos e cariocas têm, respectivamente, as sexta e oitava melhores campanhas. Vale ressaltar que o Gigante da Colina tem uma partida a mais do que o Tricolor.

Jejum em casa

Vencer no campeonato não tem sido a realidade do Bahia – o time já não sai de campo com os três pontos há seis jogos. A situação fica pior quando joga na Fonte Nova. Em seus domínios, o Esquadrão já não ganha há cinco jogos – três derrotas e dois empates.

Em entrevista coletiva na última quinta-feira, o técnico Roger falou sobre o assunto. “Não tenho dúvida que esse momento pressiona o time, jogador e treinador. Nesses seis jogos, a gente volta para casa onde não tivemos bons resultados. Naturalmente há pressão. A pressão interna é de que a gente sabe que pode voltar no nível que nos credenciou aos primeiros colocados. Nossa campanha é tão sólida que continuamos em nono lugar. A gordura que criamos nos permite estar na competição. Claro que há pressão. Hoje, mais do que no começo do campeonato, acredito nesse time", afirmou o comandante.

Quem também vive jejum, só que de gols, é o atacante Gilberto. O camisa 9 não marca há 10 partidas, e seu último gol foi de pênalti. Contra o Palmeiras, no primeiro turno, ele foi um dos heróis do empate por 2 a 2, marcando os dois tentos do Tricolor baiano no Estádio do Pacaembu.

O centroavante também esteve envolvido em polêmica nesta semana. Após a derrota para o Flamengo, em jogo válido pela 32ª rodada do Brasileirão, Gilberto afirmou que seu sonho sempre foi jogar no Rubro-Negro Carioca. Logo após o ocorrido, ele gravou um vídeo pedindo desculpas. Hoje, ele deve ser titular.

*Sob supervisão do editor interino Rafael Tiago Nunes

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