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Demitido, ex-gerente diz haver complô contra a direção

Publicado sexta-feira, 08 de julho de 2016 às 22:09 h | Atualizado em 08/07/2016, 23:16 | Autor: Vitor Villar
Treino Bahia_Luisinho
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Até a manhã desta sexta-feira, 8, as mudanças prometidas pelo presidente Marcelo Sant'Ana no futebol do Bahia só haviam ocorrido no campo: quatro atletas e um preparador físico haviam sido afastados.

A despeito da torcida organizada que protestava na porta do Fazendão - mirando sobretudo o gerente de futebol tricolor Éder Ferrari -, a diretoria indicava que as providências terminariam ali. Na manhã desta sexta, porém, veio a surpresa: Ferrari acabou desligado.

Defensor da atual gestão, Ferrari acredita que ela sucumbiu à cobrança: "De fato existia muita pressão contra mim. Desde o meu primeiro dia de trabalho que todo mundo questionava minha função, insistiam em dizer que eu não fazia nada, que estava lá porque era amigo de Marcelo. Foi pressão de fora pra dentro".

O ex-dirigente crê que foi sacrificado em prol do clube. "Para subir, o Bahia precisa de paz. Saí para mandar essa mensagem para o ambiente externo. Havia muita perseguição envolvendo meu nome, muita mentira, então é melhor assim, para que fechem o grupo e não tenha mais esse tipo de distração. A direção julgou que teria paz", disse.

Ferrari acredita num complô contra a direção. "Tem muita gente interessada em assumir o Bahia agora que o clube está organizado. Todo mundo quer ferir Marcelo e Pedro de qualquer forma para derrubá-los. Como sou próximo do presidente, tentaram me atingir para enfraquecê-lo".

Antes de assumir o cargo, Ferrari havia trabalhado como jornalista, assim como o presidente, e desde 2012 vinha atuando como administrador. Ele se defende de que a indicação teria sido por amizade. "Na verdade eu nem era tão amigo assim de Marcelo. Nos conhecíamos da imprensa, de debater o Bahia. Ele se identificava com meu modo de pensar e entendeu que eu poderia contribuir com o clube".

Ele também negou que criou problemas de relacionamento com os atletas. "Obviamente nem todos gostam de mim, mas sempre havia respeito. Eles cumpriam os horários que eu colocava, eram atentos ao que eu falava", disse. "Criaram esse estigma de que os jogadores não gostavam de mim. Saiu do limite e o presidente teve que segurar minha onda quanto a isso para que não estourasse".

Dispensados

Ferrari disse que não participou diretamente das dispensas dos jogadores Hayner, Danilo Pires, João Paulo Penha e Thiago Ribeiro. Mas explicou os motivos: "João Paulo já tinha sido emprestado, estava sem espaço e agora tem proposta do Fortaleza".

"Sobre Hayner, a gente já tinha identificado que precisa de rodagem. É um jogador de potencial absurdo, mas que não teve base e tem uma estrutura emocional fraca. O objetivo foi emprestá-lo e tirá-lo do olho do furacão que está o Bahia", disse, negando problemas de disciplina do lateral.

Em relação a Thiago Ribeiro e Danilo Pires, Ferrari também negou problemas de relacionamento com o resto do grupo e disse que surgiram propostas pelos jogadores.

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