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Ex-craque nos games, Adu vive baixa até no futebol virtual


Quem joga o modo carreira dos games de futebol sabe o quão importante é apostar em jovens talentos que apresentam grande capacidade de evolução. O atacante norte-americano Freddy Adu - que, pretendido pelo Bahia, é esperado até o fim da semana para a uma visita a Salvador - já apareceu nessa lista de promessas, mas sua decadência no futebol real o prejudicou até no mundo virtual.
Atuando pelo Monaco, da França, Adu seria certamente uma boa contratação no Fifa 2009. Na atual versão, poucos arriscariam a tirá-lo do Philadelphia Union, dos EUA (Veja comparação de seus atributos no game na infografia abaixo).
Segundo o produtor cultural Edimario Duplat - que joga o Fifa desde suas primeiras versões e é viciado em buscar informações sobre futebol em países 'improváveis' -, as características reais dos atletas são bem transferidas para o game.
"O Fifa faz a simulação dos jogadores a partir de suas características físicas e pesquisas comportamentais. Já teve menos cuidado, mas hoje os atletas estão muito próximos de suas versões reais", considera.
Sobre o fato de Adu ter sido bem cotado no Fifa de 2009, Duplat contesta: "Isso aí era meio enganação, pois ele só era considerado um jogador de potencial na base. Em 2009, ele já tinha 19 anos, mas esse foi o último Fifa que não teve tanto cuidado com a realidade".

Duplat costumava jogar com a seleção dos Estados Unidos no Fifa de 2010, no qual Adu já tinha sofrido uma queda em sua pontuação geral, de 75 para 71. "Eu o deixava no banco e, quando ele entrava, não correspondia", lembra.
Criador do blog Mapa Mundi da Bola, especializado em campeonatos ao redor do globo, Edimario opina sobre a decadência de Adu na vida real: "Por falta de preparo técnico, ele caiu muito quando virou profissional. Não fez em toda a sua carreira o que fazia em um ano na base".
De fato, só pelas seleções de categorias inferiores dos EUA, o avante anotou 39 gols em 59 partidas. Já em jogos profissionais, foram apenas 29 tentos anotados em 193 embates.
Contratação de risco - Tricolor de coração, Duplat não traria Freddy Adu, tanto no modo carreira do Fifa quanto para a disputa real do Baianão. Ele justifica: "É uma contratação de risco. Não teve destaque na Europa e hoje nem no futebol norte-americano faz a diferença. Tem uma boa movimentação, mas não finaliza".
Porém, o negócio está bem perto de ser fechado. Via assessoria, o gestor de futebol do Bahia, Paulo Angioni, disse que espera o atleta para uma visita - bancada pelo próprio Adu - amanhã ou quinta-feira.
Além do Esquadrão, o Philadelphia Union e o volante Kléberson, que iria para os EUA em troca, já concordaram com o negócio. Falta só Adu, que daria o OK a depender do que achar da cidade e do clube. Tomando como base os dados atuais do game, os gringos levariam vantagem no negócio, pois Kléberson tem uma pontuação geral superior (veja no quadro acima).
Porém, o meia ganha cerca de R$ 150 mil e o Bahia gastaria mensalmente com Adu somente R$ 40 mil. E aí, vale a pena?
Jogador já foi capa de uma edição do Fifa - No Fifa de 2006, Adu aparece na capa da versão americana ao lado de Ronaldinho Gaúcho e do mexicano Omar Bravo. Aos 16 anos, ele já era um dos destaques do DC United e foi eleito em 2004 e 2006 para a seleção da MLS (liga americana de futebol).