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Contra Ceará, Vitória busca triunfo para findar jejum

Publicado sexta-feira, 07 de agosto de 2015 às 23:30 h | Atualizado em 07/08/2015, 19:31 | Autor: Moysés Suzart
Escudero (D) e Elton
Escudero (D) e Elton -
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Entalado. Esta é a primeira palavra que passa na cabeça do torcedor do Vitória quando pensa no Ceará, que estará de novo no caminho do Leão, neste sábado, 8. O duelo das 16h30, no Castelão, tem cheiro de vingança para o lado rubro-negro, e de freguesia para o Alvinegro cearense. O time baiano tenta acabar com um jejum de cinco jogos sem vencer o Vovô.

Apesar do tabu de três anos, quem vê três empates e dois triunfos do Ceará acha que a situação não é tão ruim. Errado. Apesar de 'apenas' vitórias, ambas foram com requintes de crueldade. Para contar a história, só retornando para 2013, quando o Vitória anunciava a estreia de três gringos no seu elenco: Escudero, Cáceres e Maxi. No dia 15 de fevereiro daquele ano, pelas quartas  do Nordestão, o Leão escalava seus estrangeiros contra o Ceará, no Presidente Vargas. Triunfo do Vitória por 2 a 0, com Escudero marcando um gol.

Foi só. No jogo de volta, o Vovô goleou por 4 a 1 em pleno Barradão, eliminando pela primeira vez na série o  time baiano do Nordestão. No ano seguinte, empate em 1 a 1 em Pituaçu, dia que marcou a lesão no joelho de Escudero, que o deixou de fora durante seis meses dos gramados. Na volta, no Castelão, 5 a 1 para o Vovô e nova eliminação. Este ano, a terceira queda da Copa do Nordeste, mas com dois empates: 0 a 0 em Fortaleza e 2 a 2 no Barradão.

Para o técnico Vagner Mancini, este retrospecto pode e será usado  contra o Vovô. "Eu desafiei os atletas neste aspecto e o jogador desafiado passa a render mais. O  Vitória já sofreu muito contra o Ceará. São cinco jogos, não venceu nenhum... Mas acho que hoje estamos numa situação diferente. Para vencermos, o jogador tem que ter dedicação e saber que esse jogo será, talvez, o contrário dos outros. A tendência é que o Ceará tenha dificuldade na partida", acredita Mancini.

Irreconhecível

Atual lanterna da Série B, o Vovô não parece, nem de longe, com o time campeão do Nordeste no primeiro semestre. Seu último triunfo em casa foi no dia 16 de maio, na primeira rodada da Série B, diante do Atlético-GO. Depois, foram duas derrotas e quatro empates. Mancini assegura que não será um jogo fácil, mas vai aproveitar a situação do Vovô.

"O Ceará não está numa boa fase, mas, com a chegada do novo treinador e reforços, pode ter uma energia diferente. A qualquer momento podem voltar a vencer novamente, mas que não seja contra nós. O Vitória tem que ter postura de time que está  G-4 contra um do Z-4. Precisamos saber jogar contra uma equipe que está desesperada", discursa.

Time definido

O Leão viajou nesta sexta-feira, 7, para Fortaleza e só retorna para Salvador na próxima quarta à noite. É que o Leão, após o duelo com o Ceará, viaja para Cuiabá, onde enfrenta o Luverdense na Arena Pantanal, pela última rodada do primeiro turno.

Para o confronto com o Vovô, nenhuma dúvida. Rogério entra no lugar de Flávio. "Rhayner passa a jogar mais no meio-campo. Aos poucos sinto a necessidade ter um time mais rápido. Rhayner é um atleta flexível e, por isso, pode jogar no meio. Nesse momento, a gente tem que saber que o time vai sofrer ajustes", assegura o técnico Mancini, que não descarta outra mudança no jogo seguinte.

"A nossa cultura no Brasil é um pouco diferente do que o futebol moderno pede. O torcedor quer saber o time de cabeça, mas é importante dentro do clube que a gente tenha uma maneira de pensar diferente. Todos são importantes, a gente não pode estar restrito a 11 jogadores apenas. Não descarto, por exemplo, o retorno de Amaral contra o Luverdense", solta Mancini.

No lado cearense, o técnico Marcelo Cabo, ex-Macaé, fará sua estreia no clube.

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