Rodrigo Chagas terá de correr contra o tempo para Vitória voltar aos trilhos

Publicado quinta-feira, 24 de dezembro de 2020 às 06:08 h | Atualizado em 21/01/2021, 00:00 | Autor: Rafael Teles

O Vitória viveu altos e baixos nas últimas oito rodadas da Série B do Campeonato Brasileiro. Para evitar o clichê da ‘montanha-russa’ e deixar as coisas mais soteropolitanas, é possível dizer o Rubro-Negro começou um passeio pelas ruas do Pelourinho, mais precisamente, nas já conhecidas ladeiras da região turística.

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Em 25 dias, o clube teve três treinadores: Eduardo Barroca, Mazola Júnior, e agora Rodrigo Chagas, que já havia assumido o time como interino anteriormente, e dessa vez foi efetivado no cargo.

“Mais uma vez, muito feliz por estar retornando ao comando. O momento é até mais difícil do que o outro que tivemos. Vamos fazer com que todos os atletas possam voltar a entrar na nossa ideia de jogo, trabalhar da forma como estávamos trabalhando”, disse o treinador, em pronunciamento divulgado pelo Leão.

A “forma como estavam trabalhando” parecia conduzir o Rubro-Negro na direção de dias mais tranquilos na Série B. Ou ladeiras menos íngremes. Rodrigo assumiu um time abandonado por Eduardo Barroca – que se transferiu ao Botafogo – na véspera de uma partida contra o CRB. Dali, fez o Leão somar sete pontos em quatro jogos (aproveitamento de 58%) e ganhou uma importante folga da zona de rebaixamento (cinco pontos).

Os resultados foram suficientes para animar o torcedor, mas não o presidente Paulo Carneiro, que optou por trazer Mazola Júnior para o comando do Leão. A passagem do treinador durou apenas 15 dias. Em quatro jogos, mesmo número de partidas que o time teve sob o comando de Chagas, o Vitória somou apenas três pontos (aproveitamento de 25%).

Junto com os resultados negativos, veio a mudança de panorama na tabela de classificação. A distância para o Z-4 pode cair para um ponto em caso de triunfo de Paraná ou Figueirense, que ainda entram em campo pela 31ª rodada da Série B.

Não é possível saber como seria o desempenho do time se Chagas fosse mantido no cargo, mas as médias de cada treinador mostram que a tendência era o Rubro-Negro ter números melhores na tabela de classificação, hoje.

Como não é possível voltar no tempo, vai ser preciso encontrar outras formas de recuperar os dias perdidos entre a saída e o retorno de Rodrigo Chagas.

Preparação maior

O retorno de Rodrigo Chagas traz algumas mudanças em relação ao que aconteceu há 25 dias. Primeiro que dessa vez ele assume o time como treinador, e não apenas como interino. Outro ponto é que agora ele vai ter mais tempo de preparação. São dez dias até o próximo compromisso do Leão, contra o Operário-PR, no Barradão.

“Temos 10 dias para voltar, trabalhar, corrigir, para que, no jogo contra o Operário, possam estar todos à disposição e que a gente possa fazer uma reestreia muito boa, e com vitória”, comemorou o técnico, que em novembro assumiu a equipe na véspera de uma partida.

Se como interino Chagas conseguiu sete pontos em quatro jogos, agora efetivado no cargo ele precisa somar oito pontos em sete partidas. Essa é a meta apontada pelos matemáticos para garantir a permanência na Série B.

O desempenho da primeira passagem dá e sobra para a manutenção na Segunda Divisão. A questão é se ele vai conseguir recuperar o tempo perdido e retornar ao caminho da segurança.

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