Tanajura lembra época de jogador: 'tenho os recortes do A TARDE até hoje'

Publicado sábado, 12 de outubro de 2019 às 16:03 h | Atualizado em 12/10/2019, 16:03 | Autor: Alex Torres* | Foto: Joá Souza | Ag. A TARDE

A marca é bastante expressiva. Somente pelo Vitória, foram seis anos e um total de 323 jogos vestindo as cores da camisa rubro-negra. Hoje em dia, Flávio Tanajura não aposentou as chuteiras, mas o antigo cabelo deu lugar a um boné que ele costuma utilizar durante os treinamentos que desempenha com a função de assistente técnico do clube, na Toca do Leão.

Em entrevista exclusiva que homenageia os 107 anos do Grupo A TARDE, o ex-atleta recordou de grandes momentos que viveu na carreira, seja como jogador, ou como auxiliar. Segundo ele, alguns momentos registrados pelo centenário são guardados com muito carinho até os dias atuais por familiares e pessoas próximas.

"Eu tive muitas matérias como atleta, e mesmo quando não era mais jogador, aconteceram várias homenagens nos veículos de imprensa. Eu tenho os recortes de jornais até hoje, principalmente do A TARDE. Às vezes, pessoas próximas a mim também têm, onde podemos guardar essas recordações e agradecer essa convivência que tenho com o jornal desde muito jovem. As pessoas sempre lembram e às vezes são registros que acontecem, sejam na TV ou em um jornal tradicional como o A TARDE, que sempre levam um respeito muito grande por parte da população baiana", recordou.

Apesar de toda essa história no futebol, a carreira de Tanajura como atleta durou pouco. Em decorrência de um problema no joelho, o ex-zagueiro precisou se aposentar aos 30 anos e, assim, começar a pensar nos planos futuros para a carreira. De acordo com ele, a decisão de continuar no futebol possibilitou que ele construísse laços que guarda até os dias atuais.

"Eu tive algumas passagens por clubes da primeira divisão. Durante o tempo em que estive aqui, o Vitória também permaneceu na primeira. Acabei precisando encerrar minha carreira precocemente aos 30 anos, no Paysandu, por conta de uma lesão degenerativa no joelho. Porém, eu sempre procurei estudar o futebol e isso permitiu continuar trabalhando no esporte. Isso me fez ter grandes amigos no futebol em todas as áreas. Acho que o esporte tem essa coisa boa, a respeito dos relacionamentos. Não são somente os jogos ou os gols", ressaltou Flávio.

Mesmo não tendo mais seu nome gritado pela torcida, Tanajura se considera muito grato pela posição de ídolo que desempenhou durante boa parte de sua carreira e sabendo que o A TARDE fez parte dessa história. "Graças a deus há um reconhecimento hoje, apesar de eu não estar em uma situação como eu era quando atleta, de ídolo do clube. Comecei aqui com 16, 17 anos e já liamos o jornal. Fico feliz de poder estar vendo esse crescimento do A TARDE durante todos esses anos".

Por fim, com uma vida inteira dedicada ao esporte, Flávio reconhece a importância das atividades físicas na vida e na formação do indivíduo. Assim, como educador físico, ele deixou uma mensagem e fez questão de ressaltar a atuação do Vitória nessas campanhas de incentivo à pratica do esporte.

"Acredito que hoje em dia, depois da tecnologia e da facilidade a informação, tem muitas pessoas com depressão porque não tem uma atividade física. Como educador físico, sei da importância que é para o emocional e psicológico. Às vezes muitos jovens não possuem acesso à faculdade, conhecimento ou oportunidades de trabalho. Aqui no Vitória temos o programa 'Vitória Cidadania', onde fazemos um trabalho social com crianças e estudantes, para que eles façam atividades físicas e não fiquem ociosas, nem busquem o ganho em coisas como drogas ou tráfico. Por isso, é sempre muito importante estar incentivando essas ações", concluiu.

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