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Vitória precisa superar a secura para vencer o Atlético-GO

Publicado sábado, 12 de setembro de 2015 às 09:46 h | Atualizado em 12/09/2015, 09:46 | Autor: Moysés Suzart
Com o titular Euller ao fundo, Mancini confere o relógio
Com o titular Euller ao fundo, Mancini confere o relógio -
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O Serra Dourada é um caldeirão de obstáculos para o Leão, que visita neste sábado, 12, o Atlético-GO. O local não traz tantas alegrias ao torcedor rubro-negro. Contra o Dragão de Goiás, o Leão nunca venceu no estádio, que é um verdadeiro adversário extra, não apenas por suas particularidades, mas também pelo clima seco da região.

A dimensão do campo do Serra Dourada é o primeiro obstáculo para o Leão. O estádio adota hoje o tamanho máximo permitido (110 m0 x 75 m). É o maior da Série B. Após a Copa do Mundo no Brasil, em 2014, houve uma 'padronização' nos gramados brasileiros, que passaram a medir 105 m x 68 m.

Esses metrinhos a mais podem fazer a diferença. No treino de ontem, o técnico Vagner Mancini alargou o gramado do Manoel Barradas para que os atletas se acostumassem com o tamanho do Serra.

Pelo menos para Euller, que joga no lugar do suspenso Diego Renan, tamanho não é documento. "Acho que, quando o campo é grande, favorece as duas equipes. A gente tem que jogar compactado. Um perto do outro. Isso vai ajudar cada um dentro de campo. Lá em São Luiz [Castelão] o campo é quase da mesma dimensão. A gente tem que trabalhar agrupado para as jogadas saírem naturalmente".

Outro obstáculo em Goiânia é a umidade relativa do ar (UR). No momento do jogo, segundo o site de meteorologia Clima Tempo, a umidade estará em torno dos 24%, considerada como 'estado de atenção', com a prática do esporte não recomendada. Problemas respiratórios e desidratação são fatores que podem prejudicar os atletas. Para se ter uma ideia, a UR de Salvador no momento do jogo será de 68%. A temperatura também não vai ajudar. No início do jogo, a previsão é de 34°.

Secura de triunfos

Se as dificuldades do Serra Dourada prejudicam o Leão, é difícil cravar com certeza. Porém, os números indicam que o Vitória não se dá bem jogando no estádio que abriga os três principais clubes do estado: Goiás, Atlético-GO e Vila Nova.

Nos três encontros que já ocorreram no Serra entre Atlético e Vitória, o Leão perdeu todos. O último, em 2010, levou 4 a 1 pelo Brasileirão, temporada em que o time baiano amargou o rebaixamento. No mesmo ano, o Vitória levou 1 a 0 em Goiânia, pela Copa do Brasil. Entretanto, na volta, fez 4 a 0 e acabou se classificando para a final contra o Santos. O outro confronto foi no distante Brasileiro de 1986, o primeiro registrado entre Atlético e Vitória. O Dragão venceu por 1 a 0.

Não é apenas com o Atlético que o Leão costuma ter problemas por lá. O último triunfo do Rubro-Negro no Serra Dourada foi em 2011, nos 3 a 0 diante do Vila Nova, pela Série B. Contra o Goiás, a vitória derradeira é ainda mais distante, em 2000, pela Copa João Havelange: 5 a 4.

Visitante indigesto

Um triunfo logo mais também dá a chance ao Leão de retomar a fama de visitante insuportável, daqueles que desarrumam sua casa e limpam sua geladeira. Atualmente o Rubro-Negro perdeu seu posto de time de melhor desempenho fora de casa para o Botafogo.

Além disso, o Vitória conseguiu pela primeira vez a liderança após vencer o Ceará, em Fortaleza, por 2 a 1, e manteve-se no alto com outro triunfo fora, por 2 a 0, diante do Luverdense. Ao todo, foram cinco rodadas consecutivas em primeiro, com um aproveitamento de 66% como visitante.

A lógica é empírica neste caso. O atual líder conseguiu abrir vantagem graças ao triunfo diante do próprio Vitória, em pleno Barradão.

O Botafogo é o atual líder geral, mas não especificamente pelo seu desempenho em casa. Na tabela dos melhores mandantes, o time da Estrela Solitária é apenas o 7º. Já atuando longe do seu território, sempre esteve entre no topo.

O Vitória não foge ao perfil, mas teve uma queda. Enquanto esteve na liderança, manteve o status de também visitante chato, com desempenho acima dos 50%. Agora, o Leão tem 47% de êxito longe de seu território. Hoje, a coisa pode mudar. Em caso de triunfo diante do Atlético-GO, o aproveitamento sobe para 51%. Porém, a consequência de uma derrota pode custar a saída do G-4, o que não ocorre há 12 rodadas consecutivas.

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