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Há 35 anos, Brasil lamentava morte de Tancredo Neves e vibrava com 1ª vitória de Senna

Publicado terça-feira, 21 de abril de 2020 às 21:01 h | Atualizado em 21/04/2020, 21:32 | Autor: Alex Torres*
Senna aniquilou a concorrência debaixo de chuva em Portugal | Foto: Divulgação | Lotus
Senna aniquilou a concorrência debaixo de chuva em Portugal | Foto: Divulgação | Lotus -
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Há exatos 35 anos, no dia 21 de abril de 1985, o Brasil chorava a morte de Tancredo Neves, eleito de forma indireta para ser o primeiro presidente da Nova República. No entanto, não foi somente de tristezas que aquele domingo foi feito. A bordo da clássica Lotus preta e dourada, começava a primeira das 41 vitórias de Ayrton Senna em sua consagrada carreira como piloto de Fórmula 1.

O cenário para o tal acontecimento foi a cidade de Estoril, no Grande Prêmio (GP) de Portugal. Se fosse nos dias atuais, aquela corrida muito provavelmente não aconteceria, em decorrência da chuva torrencial que atingia a pista naquele domingo. Entretanto, o que pôde ser visto como adversidade para uns pilotos, para Senna era apenas mais uma demonstração do seu monstruoso talento naquelas condições de prova.

Antes de explicar melhor os detalhes sobre a corrida, é importante contextualizar os acontecimentos que precediam a corrida em Portugal. Era a segunda etapa da temporada de 1985 e o primeiro ano do ídolo brasileiro em um cockpit considerado competitivo na categoria.

As expectativas não estavam muito favoráveis a Senna, após um abandono no GP do Brasil, em Jacarepaguá, e uma série de problemas mecânicos durante os treinos de sexta em Estoril. Mesmo assim, no sábado, o brasileiro conseguiu beliscar uma pole position, com Alain Prost em segundo e seu companheiro de equipe, Elio de Angelis, em terceiro.

Ayrton já havia demonstrado em 1984, a bordo de uma humilde Toleman, suas capacidades de pilotagem na chuva, no tradicional circuito de Mônaco. Por isso, a pista molhada de Portugal não pareciam ser um problema para ele, muito pelo contrário.

Com problemas no motor de sua Lotus, Senna precisou ir à corrida com o carro reserva da equipe, que não havia andado um metro sequer naquele fim de semana. Na largada, ele simplesmente aniquilou a concorrência, sendo o mais rápido em 66 de 67 voltas do circuito. Além disso, o brasileiro ainda deu uma volta completa em praticamente todos os nove pilotos que completaram a corrida, com exceção do segundo colocado, Michele Alboreto, da Ferrari.

A chuva em Portugal era tanta que Jacques Laffite parou sua Ligier com apenas 16 voltas completas e afirmou que as condições de prova estavam em uma situação "inguiável". O compatriota de Senna, Nelson Piquet, chegou a parar no box para colocar um macacão seco, antes de também abandonar.

Mesmo assim, Ayrton levou a Lotus de ponta á ponta até a bandeira quadriculada. Naquela temporada, ele ainda venceria mais uma corrida, em Spa-Francorchamps, na Bélgica, e terminaria em 4º colocado na temporada, vencida por Alain Prost, primeiro título do francês que viria a ser o maior rival de toda a carreira de Senna.

Mais tarde naquele domingo, por volta das 22h30, o Brasil recebia a notícia da morte de Tancredo Neves, no Hospital das Clínicas, em São Paulo. De acordo com a versão oficial, foi informado que o ex-presidente havia sido vítima de uma diverticulite.

*Sob supervisão do editor Nelson Luis

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