Há exatos 50 anos, Pelé alcançava a marca do seu milésimo gol

Publicado terça-feira, 19 de novembro de 2019 às 19:35 h | Atualizado em 19/11/2019, 19:54 | Autor: Alex Torres*

Há exatos 50 anos, um gol de pênalti mudava a história do futebol. Na noite do dia 19 de fevereiro de 1969, durante um Vasco e Santos, em pleno Maracanã lotado, Edson Arantes do Nascimento, posicionou a bola na marca central da grande área e bateu colocado no canto esquerdo do goleiro argentino Andrada. Naquele momento, o mundo se rendia, mais uma vez, a Pelé que acabara de anotar o milésimo gol de sua carreira.

Com o tento anotado, o Peixe faturou o triunfo em 2 a 1, em partida válida pela primeira fase do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o 'Robertão', antigo modelo de Campeonato Brasileiro da época. Na comemoração, torcida e imprensa invadiu o gramado para saldar Pelé. Aos holofotes o 'Rei do Futebol' fechou com chave de ouro bradando a seguinte frase: “pelo amor de Deus, minha gente! Agora que todos estão ouvindo, faço um apelo especial a todos: ajudem as crianças pobres, ajudem os desamparados. É o único apelo nesta hora muito especial para mim”.

Um fato inusitado ocorria nas arquibancadas do estádio carioca. Assistindo a partida estava o goleiro Zaluar, do extinto Corinthians de Santo André. O arqueiro em questão foi responsável por sofrer o primeiro gol de Pelé em toda a sua carreira, no dia 7 de setembro de 1956, no estádio Américo Guazélli. Na partida, o Peixe levou a melhor por um expressivo placar de 7 a 1, tendo o atacante marcado seu gol aos 34 do segundo tempo.

Possibilidade do gol 1000 contra o Bahia

Anteriormente, ainda com 999 gols, o Santos de Pelé enfrentou o Bahia, na antiga Fonte Nova. Durante a partida, o camisa 10 teve a possibilidade de deixar a histórica marca em solo soteropolitano. Após receber passe de Clodoaldo, o atacante passou pelo primeiro marcador, deixou o goleiro Jurandir caído no chão e, na hora da conclusão, o zagueiro Nildon, do Esquadrão, apareceu para salvar em cima da linha. Segundo relatos de pessoas que estavam presentes no estádio, o defensor terminou vaiado pelo próprio público presente.

*Sob supervisão da editora Keyla Pereira

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