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O adeus de Zidane

Publicado sábado, 13 de maio de 2006 às 16:24 h | Atualizado em 13/05/2006, 16:24 | Autor: AFP
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Zinedine Zidane sonha com um final de carreira memorável, saindo do futebol por cima, com a Copa do Mundo nas mãos e o planeta a seus pés, na sua última participação em um Campeonato Mundial de Futebol, o da Alemanha.



Após uma terceira temporada sem títulos no Real Madrid, "Zizou" espera deixar definitivamente o futebol com mais lindo troféu para um jogador: a Copa do Mundo, que já ganhou há oitos, ao marcar os dois dos três gols contra o Brasil na final do Campeonato Mundial de Futebol da França - 1998.



A França sempre venerou seus armadores, seus dez de antologia: Michel Platini, que ganhou a Eurocopa-1984, e muito antes, Raymond Kopa, maior referência de um time fantástico dos Blues, que somente pôde deter o Brasil de Pelé no Mundial da Suécia - 1958 (2-5).



Porém, essa relação de amor com estes românticos do bom futebol, é mais intensa com quando se trata de Zidane, Bola de Ouro, melhor jogadora da Fifa de 1998, 2000 y 2003, Zizou ganhou mais que Platini, ao consagrar-se campeão Mundial e da Eurocopa (1998 e 2000).



Seu regresso messiânico em pleno verão (boreal) de 2005, um ano depois de pendurar as chuteiras, revolucionou a França, apaixonada por seu jogador preferido, muito mais que a qualquer outro em toda história de seu futebol.



"Tive uma revelação: de repente tive vontade de retornar às fontes", declarou Zidane ao anunciar seu regresso à seleção gaulesa. Os torcedores Bleus voltaram a sorrir pelos êxitos do n.10, com todos recordando de seus dois gols contra o Brasil no mundial francês.



A importância de Zidane na seleção francesa é fundamental. No Mundial asiático de 2002, França pareceu estar atordoada pela distensão sofrida por Zizou em uma das coxas. Foi impossível evitar o pior fiasco de um defensor do título: a eliminação sem marcar um gol sequer.



Agora, Zidane sonha com uma revanche pessoal, após o desastre de 2002 e o fracasso 2004. Completará 34 anos de idade em 23 de junho, no dia do jogo da França contra o Togo.



Não teve uma temporada tranqüila. Muitas contusões o perturbaram, mas espera chegar descansado e inteiro para despedir-se do futebol, onde melhor sabe, em um estádio, disputando um jogo. Talvez em 9 de julho, em Berlim, na final do Mundial da Alemanha. Seria um adeus memorável.

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