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México trabalha pelo bicampeonato olímpico no futebol

Publicado terça-feira, 02 de agosto de 2016 às 22:26 h | Atualizado em 02/08/2016, 21:57 | Autor: Juliana Lisboa
Treino do México no Barradão
Treino do México no Barradão -
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Principal chance de medalha para a delegação mexicana, o futebol, ouro em Londres-2012, é visto pelo torcedor do país como sua maior potência olímpica na Rio-2016. Tanto é que o Barradão - onde a seleção treina para a estreia de quitna-feira, 4, às 17h, contra a Alemanha, na Fonte Nova - foi 'tomado' por jornalistas mexicanos, que tratavam a possibilidade do bi como algo concreto. E os jogadores também: as palavras 'pressão' e 'ouro' fazem parte do discurso.

Erick Torres, atacante do time americano Houston Dynamo, acredita que o time está preparado para "representar o México como ele merece". Ele foi um dos jogadores selecionados para falar com a imprensa após o treino fechado.

"Temos um bom grupo, estamos num bom ambiente para treinar e trabalhar para trazer uma medalha. E queremos a de ouro. Sabemos que as outras seleções nos têm muito respeito e vamos fazer de tudo para trazer para casa o ouro mexicano", disse ele.

Ainda assim, Torres admite que é preciso corresponder em campo. "Aceitamos a responsabilidade por esse título, mas sabemos que, se dentro de campo não fizermos valer, o favoritismo de nada vai nos servir", completou.

O meia Arturo Alfonso González, que joga no mexicano Monterrey, acredita que a seleção alemã pode dar trabalho, mas lembra que os mexicanos não são favoritos à toa. A equipe atual conta com dois campeões  em 2012: Carlos Salcedo e Oribe Peralta.

"Jogadores como Peralta [carrasco do Brasil com dois gols marcados no 2 a 0 na final em Londres] têm um peso muito grande no time, dentro e fora de campo. Durante o ciclo olímpico, sempre falamos que o objetivo era, e é, a medalha de ouro. Nossa equipe é boa o  suficiente para ganhar de quem quer que seja. Saber que somos favoritos não nos incomoda, mas sabemos que é preciso mostrar em campo", ponderou.

Além de Peralta, outros dois jogadores com mais de 23 anos fazem parte da equipe. São os goleiros Alfredo Talavera e Jorge Torres, que atuam no Toluca e no Tijuana, ambos do  México.

Poucas medalhas

Historicamente, o México não tem grande protagonismo em outras modalidades. Além do futebol, o país tem chance de medalhas no boxe e no atletismo. O número de pódios do país por edição não costuma ser alto. A melhor participação  numa edição dos Jogos Olímpicos foi em 1968, justamente na Cidade do México, quando conquistou nove medalhas - três de ouro, três de prata e três de bronze.

Estreia na Fonte

Os mexicanos não falaram  sobre outras seleções nem anteciparam possíveis resultados, mas sabem que vão protagonizar uma partida de peso na Fonte Nova. A estreia da arena nos Jogos Olímpicos terá nada menos que o atual campeão olímpico e o campeão do mundo, a Alemanha.

No mesmo dia, mais tarde, a Arena recebe Fiji x Coreia do Sul, às 20h. O ingresso dá direito a assistir às duas partidas.

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