Presidente da CBF se mostra a favor do futebol na pandemia

Publicado terça-feira, 23 de março de 2021 às 18:28 h | Atualizado em 23/03/2021, 18:27 | Autor: Da Redação

Em meio ao aumento de casos e mortes causadas pela Covid-19 no Brasil, o questionamento sobre a paralisação geral dos campeonatos estaduais voltou a ser tema de debate.

Entidade responsável por organizar os torneios do país, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), presidida por Rogério Cabloco, vem se mostrando a favor da manutenção das competições pelo país, mesmo com números mais alarmantes, que no ano passado, com o futebol foi suspenso.

Divulgado nas redes sociais, pelo jornalista Venê Casagrande, do "O Dia", nesta terça-feira, 23, o trecho de uma reunião entre o diretor da CBF e presidente de clubes brasileiros, realizada no último dia 10, chamou a atenção pela postura do dirigente quando questionado sobre a parada.

"Por gentileza, vamos pensar agora: nós podemos parar o futebol? A Globo não quer. Ninguém quer (parar o futebol), seus patrocinadores não querem. E se parar sabe quando nós temos a segurança de dizer que a gente pode voltar? Nunca. No dia em que o governador do Mauricio [não cita o sobrenome] disser que pode. No dia em que o prefeito de São Nunca disser que pode... Eu não vou estar a mercê de nenhum deles", declarou o presidente da CBF.

Através de nota, a Rede Globo declarou que as decisões do momento exigem cautela. "Como vem fazendo desde o início da pandemia há mais de um ano, a Globo segue respeitando as orientações dadas pelas autoridades competentes e acompanhando as decisões dos organizadores das competições. "Entendemos que o momento é de cautela, e que a prioridade é a segurança de todos. Vamos seguir e respeitar todos os protocolos que forem definidos e decididos pelas entidades", pontou a emissora.

Ainda durante o papo, que contou com a presença do presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, o gestor se exaltou e falou que uma possível paralisação iria atrapalhar o planejamento dos clubes. "Eu vou... (Rodolfo) Landim, (Maurício) Galiotte, todos os presidentes, eu vou mandar no futebol brasileiro e vou determinar que vai ter competição e que vocês estão fodidos se não tiver. Eu assumo o ônus por todos vocês", disse Cabloco.

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