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Sérgio Guedes cobra solução para salários atrasados

Publicado sexta-feira, 25 de setembro de 2009 às 23:55 h | Atualizado em 25/09/2009, 23:58 | Autor: Daniel Dórea | A TARDE
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Antes de começar o coletivo desta sexta-feira, 25, em Pituaçu, o técnico Sérgio Guedes chamou os experientes Rubens Cardoso e Nen para uma conversa de pé de ouvido. “São jogadores que têm liderança e tudo o que eles dizem repercute. Estamos em um momento em que é preciso ter bastante consciência para dar uma declaração”, disse o treinador.

O papo entre os três foi sobre a questão dos salários atrasados e a insatisfação que eles tornaram pública nesta semana. “Não é bom isso acontecer. Os profissionais precisam receber, mas não posso admitir que coisas extra-campo atrapalhem o desempenho do time. Mas o clube está tentando cumprir o que propôs e tem plena noção de que isso não é legal”, afirmou Guedes, que revelou também ter tido conversa com o presidente Marcelo Guimarães Filho e ele marcou reunião com os atletas na segunda para solucionar o problema.

O zagueiro Nen, capitão do time, voltou a comentar sobre o assunto. “Não justifica. Não tem como mesmo. Mesmo que não se pague, eu tenho que entrar em campo, jogar e corresponder”, definiu ele, que disse ter ficado chateado ao ouvir um torcedor reclamar no rádio.

“Ele entrou no ar e falou que eu teria declarado que o time estava nesta situação por causa dos salários. E não é verdade. Tenho certeza de que não influencia”, decretou. Para Nen, os motivos para a queda de rendimento são as constantes mudanças na equipe e a ausência do apoio de Sérgio Guedes no banco.

Pior, só em 97 - Com cerca de R$ 1 milhão investidos no time, o Bahia do atual presidente Marcelo Guimarães Filho lembra o de seu pai, em 2005. Naquela época, o time contava com jogadores conhecidos, que recebiam altos salários, como os atacantes Dill, Viola e Uéslei. Depois de um bom começo de campeonato, o destino foi a Série C pela primeira vez na história do clube.

Neste ano, o caso é parecido. Figurinhas carimbadas como o lateral Rubens Cardoso, o meia Léo Medeiros e o atacante Nadson foram contratados e o time andou no G-4 nas primeiras rodadas da Série B. Ilusão de acesso que foi sepultada de vez nos últimos cinco jogos, em que a equipe conquistou apenas um em 15 pontos disputados.

Por enquanto, o tricolor está em 15º, fora da zona de rebaixamento. A volta à Terceirona é vista como um pesadelo difícil de virar realidade, mas o curioso é que, mesmo na campanha de 2005, o time não teve uma sequência tão fraca como a atual. Naquele ano, o pior desempenho em uma série de cinco jogos rendeu três pontos. Depois das derrotas para Criciúma, Marília, Caxias e Avaí, o Bahia conseguiu vencer o Ituano fora de casa.

Sequência tão ruim quanto a que o Esquadrão tenta interromper na próxima terça, 29, diante do Duque de Caxias, em Pituaçu, só em 2003. Nesse ano, o time caiu pela segunda vez para a Série B. O primeiro rebaixamento foi em 1997, quando o Bahia, na reta final da competição, perdeu cinco partidas e empatou a derradeira, contra o Juventude.

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