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Bate-papo: Margareth inicia ensaio de verão na Ribeira

Publicado segunda-feira, 12 de novembro de 2012 às 13:30 h | Atualizado em 12/11/2012, 13:30 | Autor: Juracy dos Anjos
Cantora fala também dos seus projetos para o Carnaval
Cantora fala também dos seus projetos para o Carnaval -
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A partir do dia 14, a cantora Margareth Menezes dará o pontapé inicial para a série de ensaios de verão. As apresentações acontecerão sempre em locais diferentes. E o primeiro bairro escolhido é a Ribeira. Neste dia, ela dividirá o palco com o cantor Jau. Além dos ensaios, Maga já prepara seu Carnaval para 2013. Confira outros detalhes dos dois eventos em um bate-papo que a CHAME GENTE teve com ela.

O que você apresentará de novo para o público soteropolitano nesta nova série de ensaios?

Já são 25 anos de carreira e 25 anos de apresentações no Carnaval de Salvador, a maioria deles precedidos por ensaios de verão, shows que são verdadeiros momentos para testes de repertório, troca de ideias, aquecimento mesmo. Durante este tempo, sempre tivemos, eu e minha equipe, colaborações que marcaram o evento. Primeiro, foi com os trios elétricos, quando fizemos uma instalação com o artista plástico Bel Borba. Fizemos também o trio que tinha elevador de vidro, aquele com os homens prateados. Foi um sucesso, tanto que repetimos por três anos, até chegarmos a ideia do resgate das alegorias com o bloco Os Mascarados, que fortaleceu a quinta-feira de Carnaval e o mercado das fantasias em Salvador. Depois chegamos com o Movimento AfroPop Brasileiro, que desde o ano passado virou um Cordão Cultural. O Cordão Cultural é um novo conceito de expressão, pois não é um bloco de conceito estritamente AfroPop. Ele não perde a referência da raiz, mas tem abertura em relação aos temas e aos convidados.


Os shows sempre acontecerão em locais diferentes? Por quê?

Sim, a ideia é movimentar mesmo, testar formatos diversos e levar os shows de verão a diferentes lugares. A Ribeira é o primeiro deles. Estivemos lá no ano passado e foi um momento muito bom. Recebemos Dudu Nobre e Luiz Melodia, foi uma noite linda com um público especial. Tenho uma relação afetiva muito grande com a Ribeira... Nasci na Península Itapagipana e minha família mora lá até hoje. A Fábrica Cultural, projeto social que eu presido, atua na região. A Península vem se estruturando e se fortalecendo como um ponto turístico importante na nossa cidade. E ela precisa de mais atenção. A história de Salvador começa de lá para cá.

Além de Jau, você já tem nomes dos próximos convidados?

Jau não será o convidado desta primeira edição. Ele vai, assim como eu, apresentar um show. Ele esteve no ano passado fazendo uma participação, mas dessa vez ele está como um grande parceiro da primeira edição do AfroPop, junto com a The Best Beach. Adoro Jau, ele é uma cara que tem cabeça aberta e muita independência. Jau é AfroPop. Ele tem uma sonoridade maravilhosa, é um excelente compositor e sua presença dentro do projeto é um verdadeiro luxo. De convidado, teremos Tatau esse grande artista da nossa música, muito querido por todos, e que voltou para o Araketu, a primeira banda de bloco afro a incorporar instrumentos elétricos. AfroPop de raiz! Nas outras edições aqui em Salvador, com certeza, teremos muitos outros convidados. A banda Mametto, Seu Mateus Aleluia, Peu Meurray, Magary Lord (adoro o afro semba!)... Estamos flertando com todos eles.

Para além dos ensaios, como você está estruturando seu Carnaval? Já tem tema definido?

Estamos na fase de produção, quando as ideias estão começando a ser viabilizadas. Devemos divulgar em breve todos os detalhes, inclusive os temas e os convidados.

Teremos o bloco Cordão Cultural mais uma vez na folia de Salvador? Quantos dias de desfile?

Serão dois dias de Cordão Cultural AfroPop. A diferença é que este ano nós vamos desfilar no domingo e segunda-feira de Carnaval, diferente do ano passado, quando estive no Barra-Ondina na segunda e terça-feira.

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