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Centro-esquerda vence eleições municipais na Itália

Publicado segunda-feira, 21 de maio de 2012 às 15:12 h | Atualizado em 21/05/2012, 15:12 | Autor: Agência Estado
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Os resultados do segundo turno das eleições municipais na Itália nesta segunda-feira mostraram a vitória dos candidatos da centro-esquerda na maioria dos 177 municípios onde aconteceram eleições ontem e hoje. O Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, venceu as eleições em 92 municípios, enquanto o partido Itália dos Valores (IdV), conquistou a Prefeitura de Palermo, capital da Sicília, elegendo seu candidato Leoluca Orlando com mais de 70% dos votos. A abstenção foi alta e apenas 54% dos 4 milhões de eleitores compareceram às urnas, 13 pontos porcentuais abaixo do comparecimento ao primeiro turno em 6 de maio. Em Gênova, venceu o candidato de centro-esquerda Marco Doria, que concorreu como independente mas com apoio do PD.

Em Parma, foi eleito prefeito Federico Pizzaroti, candidato do Movimento das Cinco Estrelas, fundado pelo comediante Beppe Grillo. Pizzaroti disse logo após o fechamento das urnas que governará "em nome da transparência...em acordo com todos os cidadãos", informou à Agência France Presse (AFP)

Na capital siciliana, Leoluca Orlando, da IdV (esquerda), derrotou o candidato da centro-esquerda com mais de 70% dos votos. Orlando tem uma retórica contra a máfia e a corrupção. Já no primeiro turno das eleições o partido Povo da Liberdade (PDL) do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, sofreu uma derrota e ficou fora do segundo turno na maioria das capitais de províncias onde ocorreram eleições. Outro partido derrotado foi a Liga do Norte (extrema direita) abalada por um escândalo de corrupção que envolveu o seu líder, Umberto Bossi, o qual teve que deixar o comando do partido. Bossi e seu filho Renzo desviaram milhões de euros do partido que teriam gasto em um estilo de vida extravagante. A Liga do Norte conquistou apenas a Prefeitura de Verona em primeiro turno.

A derrota de Berlusconi e da direita foi atribuída á crescente insatisfação dos italianos com a crise econômica, o alto desemprego e as medidas de austeridade tomadas pelo primeiro-ministro tecnocrata Mario Monti.
As informações são da Dow Jones e da Agência Ansa.

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