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Dalai Lama ameaça novamente deixar liderança espiritual do Tibete

Publicado terça-feira, 25 de março de 2008 às 11:53 h | Atualizado em 25/03/2008, 11:53 | Autor: Agência France Press
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>> Pequim denuncia morte de policial em revolta em zona tibetana

NOVA DÉLHI- O Dalai Lama ameaçou novamente nesta terça-feira deixar a liderança espiritual do budismo tibetano caso novas manifestações violentas contra a China sejam realizadas.

"Se as manifestações violentas continuarem, eu sairei", declarou o líder religioso em Nova Délhi, onde conduziu nesta semana sessões de ensino de budismo.

"Na China ou no exterior, se os manifestantes utilizarem métodos violentos, me oporei totalmente", acrescentou diante dos jornalistas após uma reunião com seguidores.

O Dalai Lama, que reside normalmente em Dharamsala, no norte da Índia, onde vive no exílio desde 1959, já havia ameaçado abandonar suas funções de líder espiritual dos tibetanos na semana passada, afirmando que não apoiava a violência no Tibete.

"Quero deixar claro que a expressão de emoções intensas deve permanecer sob controle", disse.

O Dalai Lama também rejeitou as acusações de Pequim, segundo as quais ele teria fomentado os distúrbios. Pequim o acusou de ter orquestrado os tumultos para "sabotar" os Jogos Olímpicos de agosto.

O líder religioso afirmou ainda que "sempre respeitou os chineses e o comunismo chinês".

"A maior parte dos manifestantes tibetanos é ideologicamente comunista", ressaltou.

Nesta terça-feira, Pequim classificou de "vergonhoso" o incidente que perturbou a cerimônia durante a qual a chama dos Jogos Olímpicos foi acesa na Grécia.

Integrantes da organização Repórteres Sem Fronteiras conseguiram exibir uma bandeira e gritaram "liberdade, liberdade" próximo à tribuna no momento em que o chefe do Comitê de Organização dos Jogos (Bocog) Liu Qi proferia seu discurso, transmitido ao vivo por redes de televisão do mundo inteiro.

Desde o início das manifestações em Lhasa, no dia 10 de março, os distúrbios deixaram oficialmente 19 mortos, segundo o governo de Pequim, 18 civis e um policial. Um outro policial foi morto na segunda-feira durante distúrbios no sudoeste da China.

Os tibetanos no exílio falam de cerca de 140 mortos na repressão.

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