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Democratas prevêem aprovação de cronograma de retirada do Iraque

Publicado quarta-feira, 21 de março de 2007 às 20:33 h | Atualizado em 21/03/2007, 20:33 | Autor: Agência Reuters
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Os líderes democratas na Câmara previram na quarta-feira a aprovação do projeto de orçamento militar que impõe um rígido cronograma para a retirada das tropas norte-americanas de combate do Iraque.



"Vamos nesta semana, teremos os 218 (votos)", disse o deputado Rahm Emanuel, líder da bancada democrata.



Ao incluir verbas para combate a secas e furacões, entre outras medidas, os democratas conseguiram os votos necessários para aprovar uma verba de 124,1 bilhões de dólares, majoritariamente destinados às guerras do Iraque e do Afeganistão neste ano.



Os democratas podem se mostrar otimistas agora porque conseguiram o apoio de alguns deputados da ala mais liberal do partido, que defendem uma saída ainda mais rápida do que a data prevista no projeto: 1o de setembro de 2008. Por outro lado, há uma ala mais conservadora que teme passar a impressão de estar prejudicando o trabalho dos soldados com a imposição de prazos.



A Casa Branca ameaça vetar a imposição do prazo, e prevendo isso os democratas preparam-se para incluir termos semelhantes em outros projetos neste ano.



"É realmente o primeiro grande teste de que podemos unir esquerda e direita (do Partido Democrata), é um teste da nossa liderança", disse o deputado James Moran.



Mas, num sinal de que a votação será apertada, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, convocou o ex-assessor de segurança nacional Zbigniew Brzezinski para que faça um apelo à bancada para votar no projeto do partido.



Na terça-feira, Brzezinski, que serviu no governo de Jimmy Carter, disse que a proposta democrata "fornece o que faltava: um meio de responsabilizar o governo iraquiano por seu desempenho, ao condicionar o apoio dos EUA ao cumprimento de metas já endossadas pelo presidente Bush e por líderes iraquianos".



A deputada democrata Carol Shea-Porter, que se elegeu deputada em novembro com uma plataforma antiguerra, disse que vai votar a favor de um prazo para o conflito, por considerar isso uma forma de apoiar seus soldados.



Questionada sobre ter ouvido "murmúrios" de seus eleitores com essa decisão, ela afirmou: "Nada de murmúrios, só gritos" por estar a favor de uma lei que financia o conflito.



Saindo em apoio a Bush, os republicanos disseram estar unidos contra o projeto democrata. "Só há uma forma de fazer a coisa certa para nossas tropas e para a segurança das futuras gerações de norte-americanos", disse o líder republicano na Câmara, John Boehner, defendendo a liberação incondicional do orçamento de guerra.



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