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Estrasburgo se transforma num forte para receber reunião da Otan

Publicado domingo, 29 de março de 2009 às 11:22 h | Atualizado em 29/03/2009, 11:22 | Autor: Gilbert Reilhac, da Agência Reuters
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A cidade francesa de Estrasburgo está fechando as suas escolas, enviando para as ruas 15 mil policiais e até mesmo vedando bueiros, como parte dos preparativos para receber a reunião de cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), encontro que marcará o 60o aniversário da organização.



As medidas de segurança, orçadas em 147 milhões de dólares, foram tomadas para proteger líderes como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e controlar os ativistas que são esperados na cidade. Calcula-se que haverá de 20 mil a 50 mil manifestantes.



Tanto os manifestantes quanto os políticos terão uma agenda cheia, pois a reunião se dá em Estrasburgo e em mais duas cidades, as alemãs Baden Baden e Kehl, na fronteira entre Alemanha e França. Os participantes terão de se deslocar pela região.



No entanto, os moradores do lugar esperam engarrafamentos nos dois lados do limite, durante a cúpula, no dias 3 e 4 de abril, pois a França reimplantou o controle das fronteiras e fechou algumas estradas. Ao mesmo tempo, ativistas de esquerda estariam planejando o bloqueio do movimento de veículos.



Para evitar o risco de protestos estudantis, a polícia esvaziou a universidade de Estrasburgo e a manterá fechada por uma semana.



Estudantes que protestavam contra a política educacional do governo tinham ocupado o edifício, e autoridades universitárias temiam que ativistas anti-Otan se juntassem a eles.



"O potencial para violência está lá," disse à Reuters Heinz Fromm, chefe da agência de inteligência alemã.



Os organizadores de uma manifestação pacifista, que armam uma tenda na cidade para receber milhares de ativistas, estão irritados com a proibição de atos no centro da cidade.



"Isso é totalmente inaceitável," afirmou Frederic Henry, um dos porta-vozes do movimento.



Sede do Parlamento Europeu, Estrasburgo está acostumada a visitas de autoridades e esquemas de segurança, mas não nesta escala.



Artilharia anti-aérea foi instalada perto da cidade, e o jornal francês Le Monde publicou que moradores e comerciantes vão usar uma identificação especial.

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