Guiné: militares prendem ex-ministros e impõem toque de recolher

Publicado segunda-feira, 06 de setembro de 2021 às 15:07 h | Atualizado em 06/09/2021, 15:22 | Autor: Da Redação

Um dia depois que integrantes das Forças Armadas da Guiné, liderados pelo tenente-coronel Mamady Doumbouya, destituíram o presidente Alpha Condé no domingo (5.set.2021) e anunciaram a dissolução das instituições do país, os militares prenderam ministros do governo e detiveram seus passaportes. Até o momento, não houve confrontos violentos.

A Junta Militar convocou uma reunião na manhã desta segunda-feira, 06, com ex-governantes no Palácio do Povo, sede do Parlamento em Conacri, com o alerta de que “qualquer recusa a comparecer será considerada uma rebelião”. Porém, não houve acordo.

A população está na rua e cerca o quartel-general da junta militar, onde os ministros estão sob custódia dos militares, relata Mohamed Lamine Nabe, ex-assessor de comunicação da Embaixada da Guiné. Labe está na capital do país africano e narra o cenário da cidade um dia depois do golpe.

De acordo com  Nabe, a cidade está sob toque de recolher a partir das 20h da noite “sem horário de fim”, ou “até 2ª ordem”. Os moradores demonstram apoio aos militares.

Na avaliação de Labe, a população já estava “muito insatisfeita” com o presidente Alpha Condé. A Guiné enfrenta profundas crises políticas e econômicas, com casos de corrupção.

Apoiadores estenderam faixas em apoio ao líder da Junta Militar, Mamady Doumbouya, nas paredes do quartel-general em que os ministros estão detidos. “Coronel Mamady Doumbouya, obrigado pela Liberação do Povo da Guiné. A Solidariedade, é você e nós”, diz a faixa.

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