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Médicos suspendem greve contra ação afirmativa na Índia

Publicado quarta-feira, 31 de maio de 2006 às 16:15 h | Atualizado em 31/05/2006, 16:15 | Autor: Agencia Estado
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Médicos em toda a Índia puseram fim hoje a uma greve de 19 dias contra uma ação afirmativa ampliando vagas nas universidades para castas baixas, horas depois de a Suprema Corte ordenar que voltassem ao trabalho enquanto revia a política.

Médicos residentes de Nova Délhi foram os primeiros a suspender a greve, sendo seguidos pelos do interior.
A greve, iniciada por médicos e estudantes da capital, se espalhou por todo o país e comprometeu o atendimento de milhares de pessoas. Médicos que não aderiram à greve mantiveram as salas de emergência em funcionamento.

Com a deterioração da situação, a corte ordenou que os médicos voltassem ao trabalho e pediu ao governo para não adotar medidas punitivas contra os grevistas, ao mesmo tempo em que passou a julgar petições contra o programa de ação afirmativa.

Junto com os médicos grevistas, dezenas de milhares de estudantes de medicina e de outros cursos têm protestado contra o plano governamental de ampliar as vagas reservadas para hindus de casta baixa, os chamados "intocáveis", e para minorias étnicas nas faculdades estatais de medicina, engenharia e outras profissões dos atuais 22.5% para 49.5%.

Os opositores da política acreditam que haverá uma queda de qualidade nas escolas e na prestação de serviço com a admissão das castas mais baixas.

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