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Senado barra plano de Obama para fechar Guantánamo

Publicado quarta-feira, 20 de maio de 2009 às 15:40 h | Atualizado em 20/05/2009, 15:40 | Autor: Agencia Estado
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Em um grande desafio ao presidente Barack Obama, o Senado norte-americano votou majoritariamente a favor de bloquear a verba para transferir os detentos da prisão de Guantánamo, em Cuba, para os Estados Unidos. A votação, por 90 a 6, foi um claro sinal de que Obama terá uma disputa dura para fazer com que o Congresso dominado pelos democratas concorde com seu plano de fechar a prisão e transferir os detentos. Na Câmara dos Representantes, o resultado foi semelhante na semana passada.

Em abril, Obama pediu US$ 80 milhões para o Pentágono e o Departamento de Justiça para fechar, até janeiro, a prisão na baía cubana. Aos olhos do mundo, a cadeia se tornou um exemplo das duras táticas antiterror dos EUA, inclusive de detenção sem julgamento para quase todos os suspeitos, a maioria deles capturados no Afeganistão.

A administração colocou os parlamentares democratas em uma situação difícil, ao requisitar o dinheiro para fechar Guantánamo antes de apresentar um plano para o futuro dos presos. Obama deve fazer um discurso amanhã sobre seus planos para Guantánamo. Porém, já está claro que ele tem pouca intenção de levar esses presos para território norte-americano, mesmo que eles ficassem em prisões de segurança máxima. O diretor do FBI (a polícia federal norte-americana) disse ao Congresso temer que os detentos de Guantánamo possam apoiar o terrorismo, caso sejam mandados para os EUA.

Em outro acontecimento de hoje, um juiz federal afirmou que os EUA podem continuar a manter prisioneiros em Guantánamo indefinidamente, sem apresentar acusações formais. Nas últimas semanas, os republicanos têm pedido a manutenção de Guantánamo, alegando que os abusos no local são coisas do passado e descrevendo a prisão como supermoderna, melhor que várias das localizadas nos EUA. Além disso, eles advertem que os terroristas que não podem ser condenados ficariam livres nos EUA.

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