Editorial - A diferença faz a união

Publicado segunda-feira, 21 de março de 2022 às 10:56 h | Atualizado em 21/03/2022, 12:25 | Autor: Da Redação
Ex-jogador Romário e sua filha, Ivy, portadora da trissomia do cromossomo 21
Ex-jogador Romário e sua filha, Ivy, portadora da trissomia do cromossomo 21 -

Sem inclusão geral, não há felicidade, pois o convívio alegra, não apenas individualmente, unindo a ponto de superar pequenas diferenças, como chama a atenção o Dia Mundial da Síndrome de Down, reconhecido pelas Nações Unidas desde 2012. 

Antes de alcançar a grande área dos direitos, e possíveis judicializações, vale incentivar o debate contínuo em cada situação do cotidiano a fim de promover aproximação dos autoproclamados "normais" ao pessoal do grupo de cromossomo excedente, o par 21. 

Embora o braço longo da lei já alcance aqueles transgressores no trato com este público diferenciado, somente a construção incessante de novas combinações entre grupos sociais poderia produzir um paradigma de ajuste da cidadania às demandas dos portadores. 

Em contribuição a esta metamorfose, governos nos âmbitos federal, estadual e municipal, bem como empresas e organizações não-governamentais, programaram encontros, a maioria em ambiente digital. 

Um dos mais representativos (e acessível pela internet) é o organizado pelo Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas de São Paulo, ao promover o 11° Simpósio Internacional.

 "Desafios e Oportunidades: Propostas e Conquistas" é o tema da videoconferência voltada para debater a autonomia em setores do cotidiano de quem tem dife-rença no ordenamento cromossômico. 

A mudança genética, descrita em 1866 por John Langdon Down, produz efeitos em aspectos fisicos e cognitivos, gerando distinções de perfis, mas não o suficiente para impedir o amor e o cuidado, como no exemplo do ex-jogador Romário e sua filha. 

Celebrada desde 2006, a data foi escolhida para referir a Trissomia do Cromossomo 21, carregando três cromossomos em vez de dois, portanto 21 do mês três (março) representaria esta configuração. 

A distinção não reduz a vontade de viver, nem de partilhar afetos, ao invés, tem força de unir, ao oferecer, por meio não-formal, método espontâneo de ensino-aprendizagem do qual saem ga-nhando valores humanitários gerando alterações, desta vez de mentalidade. 

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