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Editorial - Aversão à mentira

A TARDE vem alertando em seus espaços editoriais sobre o perigo de produzir crenças a partir de falsidades

Publicado sexta-feira, 31 de dezembro de 2021 às 06:00 h | Atualizado em 30/12/2021, 20:21 | Autor: Da Redação
O fenômeno é antagônico ao bom jornalismo
O fenômeno é antagônico ao bom jornalismo -
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Na busca por conhecimento, a aversão à mentira é um pressuposto necessário, conforme já se sabe desde a Antiguidade Clássica, embora neste século XXI, cerca de 25 mil anos depois, a verdade venha sofrendo ataques seguidos, como nas recentes fake news (conteúdos falsos) sobre os efeitos dos temporais na Bahia.

O fenômeno é antagônico ao bom jornalismo, atividade criada para apuração e divulgação dos fatos 100% como verdadeiros, alertando a sociedade para o risco de expor-se ao crime da disseminação de fantasias e delírios como se comprovadamente ocorressem.

A TARDE vem alertando em seus espaços editoriais sobre o perigo de produzir crenças a partir de falsidades, em processo multiplicado pela ação de bandidos digitais organizados em quadrilhas, de acordo com investigações em curso pela Polícia Federal.

Já o secretário  de Comunicação do Governo do Estado, André Curvelo, gravou e distribuiu vídeo, apelando para a cidadania manter-se atenta a fim de evitar ser iludida pela segunda mais nociva ocorrência verificada ao longo de 2021, superada apenas pela pandemia.

A maldição das farsas encontra materialidade na inventiva dos delinquentes, incapazes de compaixão, por prejudicarem comunidades inteiras, expostas pela credulidade às narrativas delituosas, mesmo em situação de aguda calamidade, como enfrentam agora mais de 600 mil cidadãos em dezenas de cidades.

Entre os enganos aos quais foram induzidos os baianos, estão informações erradas de suposto rompimento de barragens, provocando princípio de pânico em moradores de Cândido Sales, Itambé, Canavieiras e municípios em toda a rota do Rio Pardo em seu provisoriamente excessivo caudal.

O avanço da inclusão comunicacional, pela aquisição de aparelhos de última geração, em contraste com o despreparo das pessoas ao acessar o celular, pede o investimento em repressão, a partir do trabalho de investigadores, sob pena de catástrofes maiores, resultantes de uma opinião pública sob pressão incessante das tecno-trapaças.

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