Editorial - Comissões paradas

Publicado sábado, 14 de maio de 2022 às 06:00 h | Atualizado em 13/05/2022, 22:30 | Autor: Da Redação
Aprovação ou rejeição pelo plenário da Casa Legislativa é o resultado final de seu rito mais simples, no entanto vêm se verificando manobras espúrias
Aprovação ou rejeição pelo plenário da Casa Legislativa é o resultado final de seu rito mais simples, no entanto vêm se verificando manobras espúrias -

Nenhuma estratégia de efeito partidário, visando conferir tônus rijo a algum projeto político, tem respaldo moral para sobrepor-se ao dever do parlamentar em apreciar projetos de interesse da cidadania, como vem ocorrendo na Câmara de Salvador.

A aprovação ou rejeição pelo plenário da Casa Legislativa é o resultado final de seu rito mais simples, no entanto vêm se verificando manobras espúrias por parte de vereadores de partidos ligados ao Executivo municipal, no sentido de postergar trâmites prévios necessários, conforme apurou A TARDE.

A etapa da análise pelas comissões da Casa é condição necessária, sem a qual não se vota a proposta oriunda do Executivo ou dos vereadores, como é a práxis na democracia representativa. No entanto, observa-se atualmente uma injustificada lentidão na formação de determinadas comissões, em ardil originado na base do prefeito Bruno Reis (UB), ao evitar a instalação de cinco das mais importantes, entre as relacionadas.

A ausência dos convocados para compor as comissões remanescentes não encontra respaldo, por faltarem com a boa vontade e a intenção de servir aos munícipes, em vez de baixarem a cabeça os faltosos, na descabida atitude servil.

O atraso vai repercutir em nova demora para distribuição de textos aos integrantes dos grupos específicos relacionados aos temas a fim de poderem proceder as análises dentro dos ditames legais. O  resultado do cabo de guerra, no qual sessões têm sido suspensas, prejudica não apenas a imagem da instituição Câmara, mas também os futuros planos de quem gostaria de seguir carreira política.

Ao sabotar os encontros, o grupo ligado ao prefeito termina agredindo os fundamentos de um regime baseado na liberdade, sem cumprir sua obrigação básica, perante os cidadãos, cuja contribuição ao erário garante a remuneração de quem não faz o seu trabalho como está previsto, desapontando aqueles de quem emana, pelo voto, o poder de legislar.

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