Editorial - O talho na educação

Publicado terça-feira, 26 de julho de 2022 às 00:15 h | Atualizado em 25/07/2022, 23:23 | Autor: Da Redação
Não poderiam a sociedade civil e o governo do estado conformarem-se com um talho de tamanha profundidade no setor
Não poderiam a sociedade civil e o governo do estado conformarem-se com um talho de tamanha profundidade no setor -

A redução da alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), como solução emergencial diante da disparada inflacionária, tomando por parâmetro o preço dos combustíveis, terá efeito nocivo sobre a educação.

Conforme revelou a reportagem de manchete da edição de ontem de A TARDE, a perda passará do bilhão anual de reais em uma área das mais carentes para o país de histórico negativo iniciado com a ocupação lusitana.

Não poderiam a sociedade civil e o governo do estado conformarem-se com um talho de tamanha profundidade no setor, em incisão de consequências previsíveis para o exercício do magistério e a dinâmica de ensino e aprendizagem.

O cálculo leva em conta o desembolso obrigatório de 25% da receita dos entes federativos, refletindo-se também em perda para a saúde do montante de 

R$ 495 milhões, correspondentes a 12% em critério semelhante.

Segue-se do contexto a afirmação de ter a Bahia assumido o sacrifício por conta de uma política federal favorável à iniciativa privada, com a transferência de bens públicos para a produção de petróleo.

Além desta inversão, em tentativa de negar vitoriosas campanhas dos brasileiros em prol da soberania nacional, a paridade dos preços internacionais terminou subtraindo, por tabela, recursos desde as creches às universidades.

Atingido o Fundeb, criado para manutenção e desenvolvimento das redes escolares e valorização dos profissionais, regozijam-se as autoridades de Brasília habituadas a ataques orçamentários às redes de instituições educativas.

O contexto remete a extrema preocupação, devido à necessidade de derrubada dos vetos presidenciais aos artigos 5º e 14º da Lei Complementar 194/22, por parte de um Congresso em grande parte dominado por acordos com o Executivo.

Resta à cidadania tomar consciência da necessidade de frear este impulso autodestrutivo, ao providenciar a virada do placar, escolhendo pelo voto eletrônico, quem teria compromisso com o futuro do Brasil, ao cuidar dos docentes e discentes.

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