adblock ativo

Editorial - Ponto de equilíbrio

Publicado terça-feira, 14 de setembro de 2021 às 06:00 h | Atualizado em 13/09/2021, 22:07 | Autor: Da Redação
Os súbitos e adversos fenômenos climáticos não deixarão opção, exceto a fuga desesperada dos locais de origem atingidos | Foto: Felipe Iuatã | Ag. A TARDE | 2.7.2021
Os súbitos e adversos fenômenos climáticos não deixarão opção, exceto a fuga desesperada dos locais de origem atingidos | Foto: Felipe Iuatã | Ag. A TARDE | 2.7.2021 -
adblock ativo

A dificuldade de encontrar o ponto de equilíbrio entre a produção de riquezas e a proteção ao meio ambiente impõe-se como ameaça de tornar inabitáveis regiões diversas, incluindo parte da América Latina.

A aflição seria resultado mais provável da ausência de cálculo prudencial, visando negar as consequências de empreendimentos econômicos voltados apenas para o lucro imediato e ambicioso.

A preocupação mexe também com o modelo econômico vigente, pois uma devastação em escala mundial eliminaria consumidores de produtos e serviços, considerando a questão climática como prioridade na hierarquia de problemas, rivalizando, por ora, com a pandemia.

São cerca de 216 milhões de vidas em perigo, de acordo com estudo publicado pelo Banco Mundial, instituição respeitada por governos praticantes da virtude da produção de conhecimento confiável.

O impacto mobilizará recursos de organizações voltadas para o acolhimento de refugiados e migrantes, pois os súbitos e adversos fenômenos climáticos não deixarão opção, exceto a fuga desesperada dos locais de origem duramente atingidos.

A instabilidade deverá intensificar a escassez de água, produzindo intrigas entre as nações, evoluindo para prováveis guerras, como tem ocorrido na história das civilizações, pois saciar a sede trata-se de um desejo natural e necessário.

Outro aspecto, entre os essenciais na busca pela sobrevivência diária, é a alimentação, também sob risco, devido à queda da produtividade no campo, resultante do estresse térmico das temperaturas muito elevadas.

Para os habitantes de extensas faixas litorâneas, como é o caso dos baianos em mais de mil quilômetros de costa, já foi dado o aviso do aumento do nível do mar, ocasionando o avanço sobre a área terrestre.

As enchentes devastadoras e fora dos radares de observadores, verificadas em países da Europa e nos Estados Unidos, já teriam feito escutar seus primeiros sinais desta era de elevada oscilação, para a qual a hipotética sirene já soou seu alerta em volume máximo.

adblock ativo

Publicações relacionadas