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Espaço do Leitor: 'A fé não costuma faiá'

Publicado quinta-feira, 24 de março de 2016 às 10:14 h | Atualizado em 19/11/2021, 07:25 | Autor: [email protected]
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Mesmo cônscio de que não tenho eco nem apelo popular, volto a me valer deste Espaço do Leitor, verdadeiramente a única tribuna popular, para recomendar aos meus compatriotas: tolerância, cautela, habilidade, prudência e, permanentemente, primar pelo necessário diálogo. É notório que vivemos um momento atípico, eminentemente turbulento, verdadeiro barril de pólvora, onde o contato de fagulha ou faísca fatalmente causará explosão. Tenhamos, pois, atitudes serenas, as quais irão se sobrepor aos embates e ao ódio ora reinante. Estamos a um passo do descontrole e da anarquia, portanto, é necessário extremo cuidado. O povo brasileiro se notabiliza pela calma, paciência e esperança. Evitemos o danoso acirramento em prol do entendimento. A democracia é um aprendizado constante, e neste contexto todos estão inseridos. Portanto, nada custa exercê-la. Avante, povo brasileiro, coberto com o manto da paz. Matheus Verneck, [email protected]

Quem paga a conta?

Segundo a Folha de S.Paulo (22/3/2016), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, acompanhado de esposa e filha, gastou, entre agosto de 2014 e fevereiro de 2015, US$ 156 mil (R$ 626 mil), em hotéis e restaurantes de luxo, compras em lojas de alto padrão e turismo na França, Suíça, Itália, Estados Unidos, entre outros. Essa informação foi confirmada pela Procuradoria Geral da União. De certa forma a quantia é irrelevante, em vista da propina de US$ 5 milhões que ele teria recebido do esquema do petrolão. Informa-se também que a Câmara vai custear os honorários de dois advogados suíços, contratados para defendê-lo no Conselho de Ética, em que ele é acusado de falta de decoro. O povo vai pagar a conta. Matheus Portella, [email protected]

Sugestão para o jornal

Alguns meses atrás fiquei surpreso quando soube que o jornal A TARDE foi vendido para uma empresa que não tem nenhuma ligação com a imprensa. Felizmente, depois, a família Simões desfez o negócio e assumiu a direção da empresa. Como o jornal ainda deve estar passando por dificuldades com a área financeira, gostaria de apresentar a minha sugestão: incentivar os leitores do jornal, que o adquirem na banca, para que façam uma assinatura. Se milhares de leitores seguirem esta sugestão, certamente o jornal ficará com uma situação financeira melhor. Marcos Oliveira, [email protected]

Nome do aeroporto

Lastreado em diversas declarações, mormente no período eleitoral, intuí que nosso prefeito ACM Neto desenvolveria ações destinadas a viabilizar o rebatizamento do aeroporto de Salvador, o retorno ao nome original e consagrado, ou seja: Aeroporto Dois de Julho. Engano total, até agora o alcaide nada fez nesse sentido e, ao que parece, nada fará. Outro fator complicador foi a não reeleição do deputado federal Luiz Alberto, silenciando assim a única voz no Congresso Nacional que defendia essa mudança. Cabe observar que existem vários outros deputados baianos, todos completamente desinteressados pela causa. Estou cônscio de que não haverei de morrer antes do epigrafado retorno. Senhor do Bonfim ainda existe. Domingos Santelmmo, [email protected]

Por que não ir para a rua

Em 1968, segundo Zuenir Ventura, ano que não terminou, eu, aluno do Colégio Central, fui pra rua contra a ditadura e o acordo MEC-Usaid e só não apanhei de soldados armados, amados ou não, segundo Vandré, porque corri e muito. Participei de grêmios estudantis e manifestações sindicais. Em 1984 fui pra rua exigindo diretas já. Em 1992 fui pra rua paramentado de verde e amarelo gritando "fora Collor", e pensando que iríamos nos livrar de Collor, Sarney, Maluf e outras pragas. Em 1989, 1994, 1998 e 2002 fui pra rua, vesti camisa, empunhei bandeira, enchi o carro de adesivos, acreditando num projeto sério, onde o trabalhador teria vez e voz e a esperança venceria o medo, mas logo vi todos esses personagens se confraternizando, numa verdadeira partilha de bens e poderes, culminando com a atual situação do país, com milhares de empresas quebrando, milhões de trabalhadores desempregados, famílias desestruturadas, aumento exacerbado da venda e consumo de drogas e a consequente escalada da violência. A maior empresa do país sendo achacada pelos que seriam os salvadores da pátria, só não quebrando por causa dos aportes do dinheiro público. Escolas e hospitais sucateados, greves justas ou não pipocando em todo o serviço público. Aí pensei e, se mudar, as opções existentes têm alguma credibilidade? Lembrei do impeachment de Collor e em seguida o escândalo dos anões do orçamento e concluí: fazer o que na rua? Hamilton Matos, Salvador (BA), [email protected]

Mentiras

O lucro da agiotagem transborda como nunca, afoga os empresários e chuta os bancários para escanteio. Maldição, a corrupção e a privatização do erário são o rumo do país jogado na orfandade, enquanto a gangue mafiosa é reverenciada por altos escalões políticos. A carga tributária assumida pelo povo não lhe retorna em serviços, de notória precariedade, e a saúde pública fica esquecida na UTI, ou na fila do SUS rumo ao necrotério? Irmãos morrendo, sem remédios, nem vagas hospitalares, só fome e flagelo do desemprego. E permanece o cenário único de troca das coleiras, mantida a cachorrada, com novo canil e novo "aglomerado heterogêneo de homens, com vocação para aconchegar-se ao poder". E os cevados no sacrifício do consumidor, a escora do erário, destinam vultosos recursos aos "joões - gravetos" ou "cochichos", para enredos de transformar as mentiras em verdades, pelo ministério do propagandismo tendencioso. Mentem, rementem e tresmentem! Jair Cotrim Rizério, [email protected]

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