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Espaço do Leitor: Estatizações

Publicado segunda-feira, 18 de julho de 2016 às 14:28 h | Atualizado em 18/07/2016, 14:28 | Autor: [email protected]
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Diante de tantas notícias veiculadas sobre as possíveis vantagens da privatização das estatais, gostaria de propor um questionamento: se a corrupção é proveniente do setor público, por que temos dezenas de empresas privadas citadas nas operações Lava Jato, Zelotes, etc.? Por que a Vale deixou que o rompimento de sua barragem aniquilasse pessoas e a natureza em Mariana? Por que a Oi, outrora estatal, decretou falência com mais de 65 bilhões de endividamento? Por que o leilão que licitaria o trem-bala entre Rio e São Paulo não teve nenhum agente privado interessado? Por que as empresas privadas distribuidoras de energia elétrica não prestam bons serviços? Por que estatais monstruosas, como State Grid e CTG, avançam mundo afora e são exemplo de sucesso? Por que a Abengoa, empresa privada da Espanha, faliu e deixou milhares de desempregados e obras por fazer no Brasil? Por que as empresas X de Eike Batista estão nessa situação? Por que os Estados Unidos possuem número consideravelmente maior de funcionários públicos do que o Brasil? Por que, há 10 anos, no auge do crescimento, não se falava em privatizações? As estatais foram e são importantes para fomentar a infraestrutura e expansão do país. O problema da gestão está situado nos gestores, na cultura, nas medidas de governo. Não convém permitir que a atual crise política e econômica seja motivo para "fazer caixa" vendendo empresas brasileiras que, depois de vendidas, irão satisfazer interesses próprios e enviar seus lucros para o exterior. Felipe Sousa Chaves, [email protected]

Ditadura

Eu era ainda um jovem rapaz, fã dos Beatles e dos Rollings Stones, e também de Nelson Gonçalves, e meu pai, militar do Exército, se exaltava com a palavra "ditadura". Só depois de alguns anos, como muitos, tive conhecimento dos possíveis excessos da intervenção militar e hoje, já idoso, avô, aposentado, me cientifico que, por mais bandalheiras acontecidas naquela época, as tramoias, assaltos ao erário público, desonestidades ou simplesmente "roubos" caracterizaram a passagem de políticos pelo poder em nosso país. Diante de tantos nomes citados pela imprensa, tive dúvidas se haveria salvação para o Brasil. E eis que, de repente, surgiu uma expressão, citada ou não por um velho político, como único e último caminho da redenção: a ditadura jurídica. E que ela venha rígida e sem medo. Alberto Paim, [email protected]

Dinâmica da economia

Não têm mais sentido os conceitos de economia americana, europeia, asiática, brasileira, etc. O que existe é a economia mundial. Aos governos cabe pilotá-la eficazmente em proveito da sua população. Como tudo no universo, a economia tem a sua dinâmica própria que deverá ser acompanhada, entendida e assimilada na sua efemeridade cíclica. A mudança é uma constante, modelos retornam em circunstâncias especiais e logo se esgotam. Intervenções, principalmente ideológicas, de grupos ou governos geram crises artificiais que se propagam e retornam agravadas para o "perturbador". Ontem, a estatização (que voltará); hoje, o empreendedorismo (de volta). A capacidade de entender e fazer cumprir as regras do jogo parece-me ser o principal papel do governo. José Roberto de Lima Machado, [email protected]

Revendo paradigmas

O comunismo tem sido equiparado equivocadamente ao nazi-fascismo. Em parte isso se deve aos governos totalitários da URSS stalinista, da China de Mao Tsé-Tung e da Coreia do Norte de Kim Jong-il, que deturparam a ideologia comunista. Esses países não fomentaram a extinção de classes sociais e a igualdade de direitos a todos, que são preceitos fundamentais do comunismo. Os povos dessas nações foram submetidos ao mais cruel dos regimes, a ditadura militar, característica marcante do nazismo e do fascismo, e sinônimo de censura, opressão, tortura e genocídio. Cabe ainda ressaltar que o nacional-socialismo (base do partido nazista) e a Internacional Socialista (difusora dos ideais comunistas) muitas vezes, erroneamente, são considerados semelhantes, quando são organizações de ideologia fortemente divergentes. O nacional-socialismo baseia-se nos princípios da extrema-direita (xenofobia, ultranacionalismo, racismo, anticomunismo, autoritarismo, elitismo, capitalismo, reacionarismo, etc.). A Internacional Socialista norteia-se nos fundamentos do comunismo (revolucionário, socialista, internacionalista, esquerdista, igualitarista, integracionista, anticapitalista, etc.). Marcos Santos A. Braga, [email protected]

Bolsonaro - I

O deputado Jair Bolsonaro será julgado pela Comissão de Ética da Câmara, acusado de apologia do crime, porque, no dia da votação do impeachment da presidente Dilma, na Câmara, deu opinião favorável ao coronel Brilhante Ustra, figura contravertida e execrada por alguns. Em certa oportunidade foi ouvido pela Comissão da Verdade, onde apresentou a sua defesa de forma tão contundente que calou os componentes da comissão, a tal ponto que nas audiências seguintes não houve mais a presença da imprensa. Voltando ao mencionado processo, creio, salvo melhor juízo, que não se pode confundir apologia do crime com uma mera opinião. Na votação do impeachment, diversos parlamentares também opinaram enaltecendo Luís Carlos Prestes e Marighella, que, por sua vez, são execrados por muitos outros, pelas suas ações terroristas - iniciadas em 1935, quando foram presos e condenados e reiniciadas a partir de 1968. No entanto, essas opiniões foram bem aceitas pelos que acusam Bolsonaro. Está bem claro que falta uma equidade de tratamento e mais honestidade de propósitos e de intenções. Ricardo Pereira de Miranda, Salvador (BA), [email protected]

Bolsonaro - II

A quadrilha petista agora ataca o Dep. Jair Bolsonaro. Medo! Um processo no STF e outro na Comissão de Ética da Câmara. Vejamos os dois ridículos processos. No STF, "incentivo ao estrupo": só rindo para não chorar. Parece que o STF está com a pauta frouxa para perder tempo com tal bobagem. Já o processo na Câmara é por "incitação à tortura"... Todos esses comunas que estavam no poder torturaram e até mataram companheiros por desconfiança. Mataram, assaltaram, sequestraram, etc. e tal. Aqui em Salvador botaram o nome dum terrorista num colégio. Não seria apologia ao terrorismo? Bolsonaro não é filho da ditadura militar, mas do vácuo deixado pelas esquerdas que falharam na ética. Se Bolsonaro é um bom candidato à Presidência, agradeçam à quadrilha do PT. Carlos Alberto Ribeiro, [email protected]

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