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ACM Neto estuda ampliar medidas mais restritivas para outros bairros de Salvador

Publicado sexta-feira, 15 de maio de 2020 às 06:00 h | Atualizado em 15/05/2020, 10:09 | Autor: Raul Aguilar
Neto revelou que uma série de bairros de Salvador corre o risco de sofrer medidas restritivas mais intensas
Neto revelou que uma série de bairros de Salvador corre o risco de sofrer medidas restritivas mais intensas -
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O prefeito de Salvador, ACM Neto (Dem), participou na quinta-feira, 14, de uma live do A Tarde Conecta, programa de entrevista do grupo A Tarde na plataforma Instagram, e revelou que uma série de bairros de Salvador corre o risco de sofrer medidas restritivas mais intensas, como ocorreu na Avenida Joana Angélica, Boca do Rio, Pituba e Plataforma, por conta do aumento na circulação de pessoas e nos registros de novos casos do Covid-19.

“Outras áreas estão sob análise, nós sabemos que outras regiões da cidade estão com problemas, é visível. A gente vai, por exemplo, ali em Cajazeiras 10, naquela área da rótula da Feirinha (região de intenso fluxo de pessoas por conta do comércio). Em Pau da Lima, São Marcos, em Pernambués, os casos de coronavírus cresceu muito. Em Patamares, já para olhar uma outra área da cidade,com muitos casos do coronavírus. Ali na Avenida Lima e Silva na Liberdade (Outro local com intenso fluxo de pessoas), no Subúrbio. Estamos agindo em Plataforma, mas a gente vai ali para aquela região de Paripe, Periperi, também com novos casos e com o comércio de rua ainda muito ativo. O Subúrbio é hoje a região da cidade com o maior número de óbitos registrados”, revela Neto.

O prefeito garante que as medidas adotadas serão adequadas para o enfrentamento do problema no bairro, olhando a realidade de cada bairro, que não é “simplesmente fechar o bairro e pronto”.

“Então vamos ver como é que é se comporta, depois de uma semana, a aplicação dessa operação nessas quatro regiões e aí, a partir da próxima segunda, dia 18, quando também eu terei que anunciar a prorrogação ou não dos decretos que suspendem uma série de atividades na cidade, nós vamos fazer um balanço do que aconteceu nesses bairros e se for o caso anunciar, a manutenção Executivo de Salvador.

Questionado sobre a possibilidade de Salvador adotar medidas mais severas, o prefeito respondeu que um lockdown é possível, para evitar que o sistema de Saúde entre em colapso, mas ressalta que uma medida deste nível não pode ser adotada pela prefeitura de Salvador, e sim pelo governo do Estado.

“A nossa janela mais crítica, ela vai ,pelo menos é o que os estudos indicam, do dia 20 de maio, que é a partir da próxima semana, até o dia 20 de junho. Então, nesse período a gente corre o risco de ter um colapso no sistema de saúde. Agora, uma eventual decretação de lockdown não depende da prefeitura, não está na minha alçada de decisão. Porquê? Não adianta você decretar o lockdown se você não garante efetividade a essa medida. Para que se tenha um lockdown é preciso que essa seja uma decisão do governo do Estado, que tem o poder de polícia para dar essa efetividade a essa medida”, explica ACM Neto, sinalizando que caso precise decretar o lockdown, ele estará “à disposição para participar da discussão e, inclusive, se necessário for, dividir a responsabilidade com o governador”.

Risco de colapso

Neto lembrou na entrevista que o colapso no sistema de Saúde estava previsto para ontem, e que essa prorrogação de uma semana é fruto das ações da prefeitura. Na quinta, o prefeito assinou uma autorização para às Obras Sociais irmã Dulce (Osid) dar início a gestão do Hospital Sagrada Família, que conta com 75 leitos.

“Foram contratados 39 leitos de UTI em hospitais que já possuem um vínculo com o município, a exemplo do português, do Santa Isabel do Martagão Gesteira.Nós já entregamos dois hospitais de campanha, um, que é o memorial Itaigara, onde já estão aptas 47 unidades de terapia intensiva e agora, essa semana, entregamos o Wet'n Wild, com 90 leitos, sendo que 50 de UTI e 40 leitos clínicos. Ainda no Wet'n Wild, nós autorizamos agora a montagem de uma segunda tenda, onde nós teremos mais 100 leitos disponíveis para Salvador e a Bahia, porque muitos pacientes do interior estão vindo para Salvador e sendo atendidos aqui”, ressalta o prefeito de Salvador.

Após a avaliação da rede de Saúde, ACM Neto ressaltou que “é fundamental continuar o respeito às medidas isolamento social” e que não adianta “ofertar novos leitos” se o sistema estiver em colapso. “Se acontecer o colapso na rede pública acontecerá na rede particular. "Já existem hospitais da rede particular de Salvador com mais de 90% de ocupação. Nós, na rede pública, já estamos recebendo pessoas que têm convênio e que tentaram ir para o hospital particular e não conseguiram atendimento, e estão sendo assistidas pelos hospitais públicos”, pontua o prefeito de Salvador.

Neto afirma que o momento requer que todo mundo tenha consciência de que pode haver um colapso no sistema de Saúde e que, “mesmo que a pessoa tenha dinheiro e um plano de saúde”, ela “poderá ficar sem atendimento”. O prefeito de Salvador terminou a entrevista destacando o trabalho do Grupo A Tarde na cobertura da pandemia do novo coronavírus e ressaltou que o Grupo do Jornal centenário conta com “seu reconhecimento” e sua “homenagem”.

“Eu queria abraçar a todos do grupo, do menor funcionário até a direção do grupo A Tarde. Todos tenham meu reconhecimento e a minha homenagem pelo trabalho que estão fazendo na cobertura da pandemia. Eu tenho certeza que nós, que precisamos estar na linha de frente, que não podemos nos resguardar, nós estamos fazendo o melhor, cada um na sua tarefa, o melhor pela nossa cidade. Então, parabéns pela cobertura, obrigado aí pela oportunidade dessa entrevista e eu deixo um abraço fraternal, abraço simbólico é claro, não pode ser um abraço físico, em toda equipe do grupo A Tarde”, afirmou o Neto.

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